
A economia de Cuba já atravessava um momento delicado. Mas com a retirada de Nicolás Maduro do poder na Venezuela, o país pode estar prestes a viver um colapso, conforme a newsletter The News. Desde os anos 2000, Cuba depende do petróleo subsidiado enviado pela Venezuela para manter o funcionamento básico da nação, como eletricidade e transporte.
Para se ter ideia, a ilha precisa de cerca de 100 mil barris de petróleo por dia para funcionar. Contudo, a produção interna cobre algo em torno de 25% disso. Assim, o país era dependente da Venezuela, que enviava 26.500 barris todos os dias. O problema é que, desde a captura de Maduro, nenhum carregamento foi enviado à Cuba. Sem o petróleo, apagões longos e frequentes se tornaram rotina, o transporte público tem operado com dificuldades, assim como hospitais, alimentação e turismo.
Para muitos cubanos, é difícil imaginar um cenário pior. A escassez de alimentos, remédios e energia vem alimentando um êxodo recorde, principalmente rumo aos Estados Unidos. Nos últimos dias, o presidente americano Donald Trump elevou o tom: disse que Cuba não terá mais acesso ao petróleo, nem ao dinheiro da Venezuela, e sugeriu que o país feche um acordo com Washington “antes que seja tarde demais”.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que os Estados Unidos “não têm autoridade moral” para impor qualquer acordo e reforçou que a ilha é uma nação soberana. Além disso, Trump repostou uma mensagem sugerindo que Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, deveria ser presidente de Cuba.
O México surgiu nas últimas semanas como fornecedor alternativo, mas em volumes pequenos. A Rússia mantém entregas limitadas, mas nenhum país, até agora, se dispôs a substituir a Venezuela como principal fonte de energia de Cuba. Essa é uma fatura que será difícil da ilha pagar. Com um regime comunista de 65 anos, e muito pouco apoio externo, mais uma vez a vitalidade política e social do país é colocada em xeque.
Ninguém quer o caso Master
O caso do Banco Master virou um daqueles assuntos que ninguém quer segurar no colo por muito tempo, nem mesmo dentro do Tribunal de Contas da União (TCU). Depois das revelações sobre supostas fraudes bancárias e de uma operação coordenada de influenciadores para atacar o Banco Central e a Febraban, ministros do TCU passaram a defender, nos bastidores, que o tribunal se afastasse do caso, conforme o The News.
A leitura interna é que o órgão entrou num terreno político minado e acabou transmitindo a imagem de que estaria mais interessado em questionar a liquidação do Master do que em apurar as possíveis fraudes do banco. O episódio também colocou personagens do TCU sob os holofotes. Um dos exemplos é o relator Jonathan de Jesus, pouco conhecido até então, mas que ganhou matérias relevantes nos principais jornais do país.
Em meio ao ruído, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, em reunião ontem (12) à tarde com Gabriel Galipolo, presidente do Banco Central, afirmou que o tribunal vai inspecionar os documentos que embasaram a liquidação do Master. Contudo, fez questão de afirmar que o TCU não tem competência para anular a liquidação. Ao que tudo indica, o tribunal quer acesso às informações para fiscalizar o processo, mas sem interferir numa decisão que cabe ao Banco Central. Uma tentativa clara de sair do centro da crise.
Recadinhos
- O programa Sala de Debates, da Condá FM, de hoje (13), recebeu o novo presidente da Câmara de Vereadores de Chapecó, Adão Teodoro (PSD).
- A autenticidade do parlamentar se fez notar na entrevista. Quando perguntado sobre sua formação acadêmica e problemas de dicção e oratória, ele foi direto: “Não importa como eu falo, importa o que eu faço”.
- Amanhã (14), o programa receberá o vereador André Pagnussat (Republicanos). Na quinta-feira (15), entrevisto o prefeito em exercício Valmor Scolari (PSD); e na sexta-feira (16), vem a dobradinha do PT com Pedro Uczai e Caren Machado.
- Gravíssimo: segundo a Febraban, 40% dos brasileiros têm interesse em emigrar. Esse desejo vem da busca por mais segurança, qualidade de vida, e da sensação de que, em outro lugar, o esforço pode render mais.






