
Em 26 de novembro do ano passado, a Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Vereadores de Chapecó protocolou uma moção de apelo pedindo um estudo de viabilidade para ampliação do atendimento em regime de plantão nos finais de semana e feriados na Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Chapecó. A moção de apelo foi aprovada pelo Legislativo e remetida à Polícia Civil.
Em resposta assinada pelo diretor de Polícia de Fronteira da Polícia Civil, delegado Fernando Callfass, datada da última quinta-feira (8), ele afirma que a delegada da DPCAMI, Lisiane Junges; e o delegado regional de Chapecó, Rodrigo Moura, enxergam inviabilidade de atendimento da demanda colocada pelas vereadoras.
Para Callfass, o pleito das parlamentares é de elevada relevância social: “Todavia, cabe asseverar que, na presente conjuntura, não possibilidade de aplicação imediata da atividade ininterrupta, considerando o atual efetivo policial estabelecido na DPCAMI de Chapecó, bem como nas demais unidades policiais do Município”.
Conforme a nota, a implementação do funcionamento ininterrupto da DPCAMI demanda, além da designação de novos servidores de carreira, a contratação de serviços auxiliares de manutenção e limpeza, bem como aporte logístico extraordinário: “Por outro lado, é imperativo destacar que a assistência à segurança pública no Município de Chapecó permanece plenamente garantida por meio da Central de Plantão Policial”.
A Central opera em regime ininterrupto, detendo, conforme a Polícia Civil, a competência e os meios necessários para o atendimento de demandas de violência doméstica nos períodos noturnos, finais de semana e feriados, contando com a Sala Lilás, uma sala de atendimento especializado à mulher vítima de violência doméstica.
Para Callfass, a Central assegura o bom estado dos atos policiais urgentes, tais como as prisões em flagrante e os pedidos de medidas protetivas de urgência, cujos procedimentos são, na sequência, encaminhados à DPCAMI no primeiro dia útil subsequente para a devida investigação.
Irã vive onda de massacre
Nas últimas duas semanas, protestos contra a alta inflação de 40% do país e o regime do aiatolá Ali Khamenei se espalharam pelo Irã. Mas a situação tem ficado cada vez mais grave nas últimas horas, conforme a newsletter The News. Organizações de direitos humanos afirmam que forças de segurança têm atirado diretamente contra manifestantes. Até o momento, 538 pessoas morreram, sendo 490 civis e 48 policiais, e mais de 10 mil foram presas.
Contudo, com a internet cortada pelo regime desde quinta-feira, o número real pode ser ainda maior. Há denúncias de corpos amontoados em hospitais e de um massacre em curso. Dentro e fora do país, a antiga bandeira do Irã, símbolo da monarquia deposta pela Revolução Islâmica em 1979, tem sido levantada por manifestantes. A imagem virou um retrato da rejeição ao regime atual.
Com os protestos e mortes escalando cada vez mais, os Estados Unidos discutem como devem proceder nas próximas horas. Nesse final de semana, o secretário de Estado, Marco Rubio, conversou com Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, sobre possíveis intervenções no país. Informações de jornais israelenses indicam que os americanos devem realizar uma operação, embora ainda não se saiba como nem quando isso irá acontecer.
Recadinhos
- O agro mais uma vez segurou a placa do Brasil no exterior. Conforme o The News, as exportações do agronegócio brasileiro bateram recorde em 2025, somando US$ 169 bilhões, alta de 3% em relação ao ano anterior.
- Na prática, isso significa que quase metade de tudo o que enviamos para fora (48,5%) veio do campo. A China permaneceu como o nosso principal comprador, respondendo por 1/3 de todas as exportações do agro.
- O motor desse resultado foi uma combinação poderosa. De um lado, a safra recorde de 2024/25, que chegou a 352 milhões de toneladas. Do outro, um avanço forte da pecuária, com recordes na produção de carne bovina, frango e suína.
- No fim das contas, o agronegócio foi decisivo para manter o Brasil no azul. O setor compensou déficits em outras áreas e sustentou o superávit comercial de US$ 68,3 bilhões em 2025.







