
A notícia da prisão do presidente Nicolás Maduro na madrugada deste sábado (03) mobilizou centenas de imigrantes venezuelanos em Chapecó, onde residem mais de 20 mil pessoas que fugiram do regime chavista. A comemoração ocorreu na tarde de hoje na Praça Coronel Bertaso, marcada por uma mistura de euforia e apreensão sobre o futuro do país.
Nossa reportagem conversou com Jackson, um dos imigrantes com familiares na capital Caracas. Ele descreveu a emoção da notícia, mas também a apreensão gerada pela dificuldade de comunicação. “A internet lá está difícil, eles não sabem quem deve assumir o governo a partir de agora,” relatou Jackson, ecoando a preocupação da maioria.
Sobre o momento da prisão, Jackson descreveu a ação como extremamente rápida e tecnológica. “Algo muito tecnológico, difícil até de descrever. Uma aeronave ia na frente, e todos os sistemas de luz eram desligados,” comentou, refletindo o relato de quem acompanhou a madrugada tensa na Venezuela.
Questionado sobre o futuro, Jackson foi enfático, representando o sentimento geral: “Com certeza, nossos familiares e amigos ficaram lá, e desde quando chegamos, nosso objetivo é voltar.” A prisão de Maduro é vista como o primeiro passo para que esse sonho de retorno à terra natal se torne realidade, mas a cautela ainda domina o clima de festa.






