segunda-feira, janeiro 5, 2026
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Começa o fim da ditadura chavista na Venezuela

Confira a edição extra da coluna do jornalista André de Lazzari

Grupo Condá

Hoje (3) será um dia marcado pela dor, pela liberdade e pela infâmia. A dor de ter que recorrer às armas pela liberdade de um povo, e a infâmia do nosso país ser contra essa liberdade. A captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa em Caracas causou sérios danos materiais à capital venezuelana, entrega nas mãos de Trump um governo provisório para o país, e faz com que até nós, aqui em Chapecó e no Oeste Catarinense, venhamos a pensar o que pode mudar em nossa forma de viver após o ocorrido nesta madrugada.

Começo o comentário criticando acidamente o Itamaraty. No Brasil, temos diplomatas que usam fraldas, um Celso Amorim totalmente alinhado com ideais comunistas e que manda mais do que o ministro das Relações Exteriores no Governo Federal em matéria de política internacional. Nunca foi tão fácil para o Brasil estar a favor dos Estados Unidos, mesmo que a ação não tivesse autorização das Nações Unidas, que como diria meu amigo Ivan Carlos, ficam “nanando”.

Mesmo assim, o governo se posicionou contra o ataque, seguindo a linha da Rússia e da Colômbia, cujo presidente Gustavo Petro provavelmente não conseguirá fazer seu sucessor nas eleições presidenciais deste ano. A inércia da ONU não justifica a falta de apoio irrestrito que esse ataque deveria ter, em respeito a milhões de pessoas que só tem dinheiro para comer ou ter o transporte para seus trabalhos na Venezuela, principalmente no interior do país. Isso se tiverem emprego…

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O curioso do ataque de hoje é que, na mensagem de réveillon, Maduro afirmou estar disposto a estabelecer um diálogo direto com o governo de Donald Trump, especialmente em temas sensíveis como o combate ao narcotráfico. Segundo o líder venezuelano, conforme a Rede Bandeirantes de Rádio, o país estaria pronto para conversar “seriamente, com os fatos nas mãos”, buscando um acordo formal de cooperação. Mas os Estados Unidos sabiam que isso era papo furado.

Por isso, é momento de limparmos a casa: se o governo brasileiro não tem a capacidade de resolver o problema do narcotráfico, e vive neste momento um perigo iminente de se tornar um narcoestado, o exemplo venezuelano deve conscientizar o eleitor para o pleito geral do dia 4 de outubro. É momento de pensar nas famílias que sofrem nas mãos da inoperância e conivência do Estado e na repressão do crime organizado, do contrário, somente forças externas poderão ajudar em algo, e nunca é legal depender dos Estados Unidos…

Duvido muito que o país esteja fazendo um ataque desse porte por pura pena dos venezuelanos. Vamos recordar que a Venezuela possui 17% das reservas mundiais de petróleo. Por interesses comerciais, e por causa do narcotráfico também, não é a primeira vez que os norte-americanos fazem um ataque assim: em dezembro de 1989, o ex-ditador do Panamá, Manuel Noriega, foi deposto por forças dos Estados Unidos em um ataque que deixou centenas de mortos. Noriega foi julgado por tribunais estadunidenses, e Maduro seguirá o mesmo caminho.

Recadinhos

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  • Alexander Aragol, imigrante venezuelano, afirma que seriam poucos os compatriotas que vivem em Chapecó e região que voltariam à Venezuela em curto prazo.
  • Conforme entrevista de Aragol à Condá FM, a saída de Maduro não é o final, mas sim o início de um caminho longo e difícil que necessita de segurança jurídica e da reestruturação das instituições no país.
  • Para Alexander, a queda de um regime exige uma reconstrução que necessita de um apoio massivo da diáspora venezuelana: “Quando o dia da mudança chegar, que estejamos preparados”, conclui.
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