
Na quarta-feira (27), o Centro de Liderança Pública (CLP) lançou os dados do Ranking de Competitividade dos Municípios deste ano, estudo que, em 65 indicadores, mostra o desempenho de todos os municípios com mais de 80 mil habitantes nas mais diversas áreas da sociedade.
Chapecó subiu 10 posições no ranking, comparando a edição passada da pesquisa, em 2024. Hoje, somos considerados, entre 418 municípios, o 51º mais competitivo do Brasil, o 18º da região Sul, e o 8º de Santa Catarina. Portanto, nesta edição da coluna, concluímos os destaques dos principais pontos positivos e negativos que o ranking mostra para o município.
Qualidade da saúde
A maior potência de Chapecó passou a ser a qualidade da saúde no município. Aqui, ocorrem apenas 27 mortes de bebês até um ano de idade para cada 100 mil nascidos vivos. Apenas 1,4% das crianças com até cinco anos de idade estão diagnosticadas com desnutrição em Chapecó. A taxa de obesidade em crianças com até cinco anos é de 3,4%.
Apenas sete em cada mil crianças morrem antes dos cinco anos no município, e somente 12 de cada 10 mil pessoas entre 5 e 49 anos morrem por causas evitáveis em Chapecó. Com esses resultados, de zero a 10, a CLP deu uma nota 8,8 para a qualidade da saúde no município, o que coloca a capital do Oeste Catarinense em 19º lugar entre os 418 municípios pesquisados, subindo 63 posições em relação ao ano passado.
Funcionamento da máquina pública
O custo da função administrativa caiu de 6,5% da receita corrente líquida da Prefeitura no ano passado para apenas 5,6% neste ano. Já o custo da Câmara de Vereadores subiu de 1,1% para 1,3% desta receita. A qualidade da informação contábil e fiscal subiu de 87% para 89% do total de verificações da informação contábil e fiscal dos municípios no Siconfi do Tesouro Nacional.
Conforme a CLP, o tempo médio para abertura de empresas em Chapecó caiu de 17 para 14 horas. Se falamos da qualificação do servidor público, a taxa de funcionários municipais que possuem ensino superior subiu de 53,3% para 57,3%. De zero a 10, Chapecó continua tirando 9,5 na avaliação de transparência. A nota geral do pilar subiu de 8,6 para 8,8 no Ranking, colocando a capital do Oeste como o 19º melhor funcionamento de máquina pública municipal no país.
Inserção econômica e sustentabilidade fiscal
Quanto à inserção econômica de Chapecó, a parcela da população inscrita no CadÚnico caiu de 20,8% para 19,4%. Quanto ao trabalho formal, a taxa de chapecoenses acima de 15 anos que trabalham com carteira assinada subiu de 49,4% para 52,7%; e o crescimento dos empregos formais entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024 chegou a 6,6%. Neste pilar, a capital do Oeste tira um módico 5,1 de nota, caindo três décimos em relação ao ano passado, mas sendo suficiente para ser a 22ª melhor performance do Brasil.
Na sustentabilidade fiscal, Chapecó também é destaque. 57,4% da receita corrente total da Prefeitura é composta de transferências correntes. A taxa de investimento da Administração Municipal corresponde a 19,4% da receita total da Prefeitura. A despesa com pessoal chega a 43,4% da receita total da Prefeitura, e o endividamento da Administração Municipal chega a 8,5% da receita total da Prefeitura. Com esses números, de zero a 10, a nota fiscal de Chapecó entregue pela CLP chega a 4,9; que apesar de ser baixa, é a 24º melhor do Brasil.
Recadinhos
De zero a 10, a nota final de Chapecó no Ranking foi 5,5; um décimo a menos do que o registrado em 2024. A nota de Florianópolis, campeã do Ranking mais uma vez, foi 6,2; caindo três décimos em relação ao ano anterior.
Houve dois indicadores em que Chapecó obteve nota 10: destinação do lixo e desmatamento ilegal. A pior nota ficou para a taxa de ensino em tempo integral para os Ensinos Fundamental e Médio. Nota 0,1 para o município nos dois indicadores.
Concórdia subiu 22 posições no Ranking. O outro município da região Oeste Catarinense que foi pesquisado chegou à 62ª posição entre os 418 municípios participantes, chegando a uma nota final de 5,4; um décimo atrás de Chapecó.
Os principais pontos positivos de Concórdia são a segurança, a inserção econômica, o acesso à saúde e a sustentabilidade fiscal. Já os principais problemas estão no saneamento, no capital humano, no meio ambiente e nas telecomunicações.