
A Chapecoense tem mais um impasse para resolver na temporada de 2021. Na quinta-feira (2), o clube recebeu uma ação extrajudicial do Grêmio Baldissera – proprietário da área do Centro de Treinamentos da Água Amarela, que relata que alguns termos do contrato de comodato não estão sendo seguidos.
Desde 2011, a Chapecoense possui um contrato de comodato pelo período de 20 anos. Em uma das cláusulas, existe que o clube teria que fazer investimentos no local em um prazo de cinco anos. Entretanto, de acordo com o GE Baldissera, o projeto não foi efetivado.
Recentemente, Gilson Sbeghen, presidente do Conselho Administrativo da Chapecoense, e Orivaldo Chiamolera, vice-presidente financeiro, conversavam diretamente com os proprietários do espaço para resolver a situação de uma forma amigável. Em nota, a Chapecoense disse que foi pega de surpresa com a ação. “O clube afirma ter sido surpreendido pela referida notificação, considerando o fato de que tratativas amigáveis sobre o assunto já vinham sendo realizadas com os representantes legais do Grêmio Esportivo Baldissera, contemplando o alinhamento e acordos a respeito do cumprimento das cláusulas previstas no contrato”, diz a nota do clube.
Além das questões estruturais, os proprietários do CT reivindicam mais uma situação. Na cláusula nona do contrato, a entidade tem direito a 7% do valor de negociações de qualquer atleta que tenha figurado como infantil, juvenil ou júnior da Chapecoense. O Grêmio Baldissera diz que o clube não entregou a relação dos últimos cinco anos – 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020.
A Chapecoense tem um prazo de cinco dias para resolver as pendências. Caso contrário, de acordo com o contrato, o proprietário da área poderá iniciar um processo de reintegração imediata da posse do terreno do imóvel. O clube buscará uma maneira de encontrar um denominador comum para solucionar o impasse.






