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Estudo busca amenizar efeitos da geada em pastagens; ciclo do milho deverá crescer apenas 0,6% em 2021/22

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Créditos foto: Site gdefon.com

Geadas são foco de pesquisa 1

A Embrapa tem desenvolvido um estudo para conseguir responder a um questionamento feito com frequência a cada inverno: Qual estratégia poderia ser utilizada para amenizar os efeitos das geadas em pastagens? Essa é uma pergunta relevante para muitas regiões no Centro-Sul do Brasil, pois elas experimentam, com alguma frequência, os problemas decorrentes dos eventos de geadas.

Uma das estratégias é ter as áreas cultivadas com pastagem nova, o que é viável no sistema de integração lavoura-pecuária (ILP), quando após safra de soja, implanta-se a braquiária em sequência. Desta forma, sempre se tem área com pasto novo durante o outono-inverno e esse tem maior capacidade de tolerar o frio se comparado aos pastos velhos.

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Em pesquisas da Embrapa feitas na Unidade de Referência Tecnológica (URT) em Naviraí-MS, em uma parceria com a Cooperativa Agrícola Sul-Mato-Grossense (Copasul) e a Rede integração-lavoura-pecuária-floresta, vários sistemas de produção estão sendo avaliados. Nas geadas de ocorridas em 2021, a temperatura chegou a atingir valores negativos, com mínima de -1,2 °C. Mesmo assim, a pastagem nova, com três meses em área de integração lavoura-pecuária, ainda permaneceu com 40% a 50% de massa verde. Porém, as áreas com pasto velho, de dois anos ou mais, foram muito mais afetadas, mantendo, no máximo, 10% de massa verde.

A inserção do componente florestal no sistema de produção minimiza também o efeito negativo das baixas temperaturas tanto para os animais como para a pastagem.

Geadas são foco de pesquisa 2

Em Naviraí, MS a Embrapa Agropecuária Oeste identificou que a proteção foi de praticamente 100% quando a pastagem era nova e cultivada dentro da integração-lavoura-pecuária-floresta. Esse efeito protetor se deve às mudanças de ordem microclimáticas que são proporcionadas na área de produção pelo componente florestal, o qual cria uma espécie de “bolsão térmico” que mantém o ar mais quente no ambiente.

Nesta área experimental, que já vem sendo monitorada desde 2015, sempre que ocorreram eventos de geadas as temperaturas dentro do ambiente do integração-lavoura-pecuária-floresta foram de 1 °C a 3 °C maiores do que nas pastagens cultivadas a céu aberto. Isso foi suficiente para manter a pastagem nova livre dos males das geadas. Até mesmo o pasto velho se beneficiou quando cultivado entre as árvores no ILPF, permanecendo com 50% da massa verde.
Portanto, em regiões consideradas susceptíveis a geadas, o uso do sistema integração-lavoura-pecuária-floresta, pode ser uma alternativa para proteger a pastagem e assegurar, pelo menos em parte da área, uma opção para garantir forragem de melhor qualidade para o gado. (Fonte: Embrapa).

Lentidão nas vendas

A menor procura por ovos comerciais neste encerramento de agosto e a consequente lentidão das vendas pressionaram as cotações da proteína nos últimos dias, e, agora, o produto acumula duas semanas consecutivas de desvalorizações. Nesse cenário, colaboradores do Cepea reportaram sobras em muitas regiões produtoras, o que levou à concessão de descontos para facilitar o escoamento. A queda dos preços frustrou a expectativa de agentes do setor, que acreditavam que as vendas continuariam aquecidas durante todo o mês, fundamentados no retorno das aulas e na mudança do padrão de consumo da população, que tem buscado fontes mais baratas de proteína animal, como a carne de frango – pela qual a demanda está aquecida –, devido ao poder de compra enfraquecido dos consumidores.

Perspectivas para o plantio do Milho 1

O plantio de milho “verão” no centro-sul do Brasil deverá crescer apenas 0,6% em 2021/22 ante o ciclo anterior, para 2,973 milhões de hectares, apontou no início da semana a AgRural (Assessoria e Comercialização de Soja e Milho), notando que o país manterá um sistema que privilegia a soja na primeira safra e o cereal na segunda, o que expõe riscos para indústrias de carnes especialmente em um ano de baixos estoques.

Apesar de negócios antecipados de milho nos Campos Gerais (Paraná) a 85-95 reais a saca valores que geram rentabilidade superior à da soja o agricultor prefere plantar a oleaginosa no verão e depois fazer o cereal na segunda safra. O milho a cerca de 90 reais a saca, para entrega entre fevereiro e abril de 2022, gera uma rentabilidade de 9 mil reais por hectare ao produtor, enquanto no caso da soja ele ganha 6,5 mil reais/ha. (Fonte: Reuters).

Perspectivas para o plantio do Milho 2

A AgRural ainda citou que “o medo de perdas por problemas climáticos” aos quais a soja costuma ser mais resistente e as incertezas causadas pelo avanço do inseto conhecido como cigarrinha-do-milho deixam o produtor com receio de aumentar a área dedicada ao cereal na safra de verão, especialmente aqueles que enfrentaram quebra na safra passada.
Por conta da menor produção na colheita do ciclo anterior no verão, quando a estiagem gerou perdas, a próxima primeira safra tem potencial de crescer 2,7 milhões de toneladas ante o mesmo período de 2020/21 se o tempo colaborar, para 21,5 milhões de toneladas, ainda que a área fique praticamente estável.
A AgRural disse ainda que, dessa forma, o avanço do cultivo do cereal ficará, mais uma vez, a cargo da segunda safra, com colheita no inverno de 2022.
Mas até lá o país deverá enfrentar uma oferta apertada e riscos de abastecimento, no caso de algum problema climático com a safra de verão.
Os estoques finais de milho do Brasil em 31 de janeiro estão estimados pela estatal Conab em apenas 5,1 milhões de toneladas, versus um consumo anual no país de mais de 70 milhões de toneladas.

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Cotações

Dólar: R$ 5,19

Saca da soja: R$ 158,00

Saca de milho: R$ 91,28

Arroba do boi: R$ 340,00

Litro do leite: R$ 1,97

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