
Um adolescente de 15 anos foi atropelado por uma BMW enquanto andava de bicicleta no bairro Lúcio de Abreu, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). O acidente aconteceu quando o jovem descia uma rua e foi registrado por uma câmera de segurança.
Nas imagens, o adolescente, identificado como Miguel Pereira de Assis, aparece sendo arremessado após a batida. Ele não sofreu fraturas, mas teve lesões nos braços e nas pernas.
Segundo a família, Miguel voltava de um treino de futebol acompanhado do irmão gêmeo quando foi atingido pelo carro. A mãe do adolescente, Kelly Viviany Pereira de Souza Assis, afirma que o casal que estava na BMW deixou o local sem prestar atendimento.
Como aconteceu o atropelamento?
De acordo com testemunhas, após a colisão, o casal teria saído do carro e verificado os danos provocados no automóvel. Depois de alguns minutos, ainda segundo os relatos, os ocupantes teriam deixado o local.
A mãe de Miguel foi avisada pelo irmão gêmeo do adolescente e acionou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. O jovem foi levado para a UPA Industrial acompanhado da mãe.
O pai permaneceu no local do acidente e aguardou a chegada dos policiais para o registro da ocorrência.
O motorista prestou socorro ao adolescente?
A família afirma que o motorista não prestou socorro e deixou o local. Segundo a mãe do adolescente, o condutor retornou depois que a Polícia Militar chegou e prestou depoimento.
À Polícia Militar, porém, o motorista apresentou outra versão. Conforme o boletim de ocorrência, ele afirmou que tentou prestar socorro, mas que o adolescente teria recusado.
O homem também relatou aos policiais que teria proposto um acordo ao pai do jovem, que não aceitou e informou que buscaria a Justiça por uma possível omissão de socorro.
O que diz a família do adolescente?
A mãe de Miguel questiona o registro da ocorrência e afirma que a versão da família e de testemunhas não teria sido incluída no boletim.
Ela também relata que os vídeos das câmeras de segurança não teriam sido analisados pelos policiais no momento do atendimento e que o adolescente não teria prestado depoimento no hospital.
Além das lesões provocadas pelo atropelamento, Miguel precisará ficar afastado das atividades esportivas. Segundo a mãe, ele tinha uma competição prevista para as próximas semanas, mas foi orientado pelo médico a permanecer 30 dias em repouso.
A família também afirma que o adolescente voltou a ser levado ao médico devido às dores provocadas pelo acidente.
O que dizem a Polícia Militar e a Polícia Civil?
A Polícia Militar nega a versão apresentada pela família e afirma que os fatos foram devidamente registrados, incluindo as versões dos envolvidos.
Já a Polícia Civil informou que está apurando as circunstâncias da ocorrência. Até o momento, ninguém havia sido conduzido a uma delegacia.
O caso deverá ser analisado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias do atropelamento e a conduta do motorista após a colisão.











