terça-feira, junho 16, 2026
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Super El Niño ganha força e pode provocar enchentes e temporais no Sul do Brasil

Meteorologistas apontam que o atual El Niño já apresenta aquecimento semelhante aos maiores eventos das últimas décadas e deve impactar principalmente a Região Sul

Foto: NASA

O fenômeno El Niño segue se fortalecendo rapidamente no Oceano Pacífico e pode atingir a classificação de Super El Niño já nos próximos meses, aumentando o risco de chuvas excessivas, enchentes e temporais no Sul do Brasil. O alerta foi divulgado pela MetSul Meteorologia, que aponta um aquecimento acelerado das águas do Pacífico Equatorial.

Segundo a análise dos meteorologistas, os índices atuais de temperatura do oceano já são comparáveis aos registrados durante os históricos eventos de 1997-1998 e 2015-2016, considerados alguns dos mais intensos já observados.

Uma das áreas monitoradas, conhecida como Niño 1+2, próxima ao Peru e ao Equador, registra aquecimento de aproximadamente 2,7°C acima da média. Já na região Niño 3.4, considerada a principal referência para medir a intensidade do fenômeno, a anomalia chega a cerca de 1,5°C pelo Índice Oceânico Niño (ONI), valor característico de um El Niño forte.

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De acordo com a MetSul, o fenômeno está mais avançado neste momento do que os eventos históricos de 1997 e 2015 estavam no mesmo período do ano. Além disso, modelos climáticos internacionais indicam que o aquecimento continuará se intensificando durante o inverno e a primavera de 2026.

A previsão é de que as condições de Super El Niño sejam alcançadas entre julho e setembro, com pico de intensidade previsto para o trimestre entre outubro e dezembro.

Sul do Brasil deve sentir os maiores impactos

Os especialistas destacam que a Região Sul será a área mais afetada pelos efeitos do fenômeno. Historicamente, episódios de El Niño provocam aumento significativo das chuvas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

A expectativa é de maior frequência de temporais severos, ventos fortes, queda de granizo, cheias de rios e episódios de enchentes ao longo do segundo semestre de 2026 e também durante parte de 2027.

Apesar do cenário preocupante, os meteorologistas ressaltam que não é possível afirmar que haverá uma repetição da tragédia registrada no Rio Grande do Sul em maio de 2024. Segundo a MetSul, a ocorrência de grandes desastres depende da combinação de diversos fatores atmosféricos e não apenas da intensidade do El Niño.

Mesmo assim, a tendência é de um período de atenção redobrada para estados do Sul, especialmente entre o fim do inverno e a primavera, quando os impactos do fenômeno costumam ser mais expressivos.

Fonte: Metsul

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