
Uma nova massa de ar frio de origem polar deve provocar queda acentuada das temperaturas no Sul do Brasil a partir deste fim de semana. A previsão indica uma sequência de madrugadas geladas, com formação de geada e temperaturas abaixo de zero entre segunda-feira (15) e sexta-feira (19), especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
De acordo com a MetSul Meteorologia, a incursão de ar polar será impulsionada por um ciclone extratropical no Oceano Atlântico. A parte mais intensa do sistema deve alcançar o Rio Grande do Sul e Santa Catarina entre segunda e terça-feira, aumentando significativamente a sensação de frio.
Embora o episódio não seja considerado extremo para os padrões do inverno, os meteorologistas alertam para a ocorrência de temperaturas negativas em diversas localidades da Região Sul. As menores marcas devem ser registradas em áreas de maior altitude e em regiões de baixada, onde o resfriamento noturno costuma ser mais intenso.
No Rio Grande do Sul, os termômetros podem registrar mínimas entre 0°C e 5°C em grande parte do interior, com temperaturas negativas em municípios do Oeste, Campanha, Serra do Sudeste e Campos de Cima da Serra. Em algumas áreas da Serra do Sudeste, especialmente na região de Pinheiro Machado, não estão descartadas temperaturas próximas de -5°C.
Já em Santa Catarina, o frio mais intenso deverá atingir o Planalto Sul, onde as mínimas poderão ficar abaixo de zero por vários dias consecutivos. As áreas serranas catarinenses também apresentam condições favoráveis para a formação de geada ampla durante a próxima semana.
Segundo a MetSul, a massa de ar frio não terá a mesma intensidade da registrada em maio deste ano, quando o ar polar avançou até a Região Norte do país e provocou o fenômeno da friagem no sul do Amazonas. Ainda assim, o novo episódio deverá garantir dias típicos de inverno, com amanheceres gelados e tardes de temperatura amena.
A tendência é que o frio persista ao longo de toda a próxima semana, principalmente durante as madrugadas e no início das manhãs, exigindo atenção redobrada da população em relação à saúde, aos animais e às atividades agrícolas mais sensíveis às baixas temperaturas.





