
⚡ Em Resumo:
- O que é: A passagem de um ciclone pelo Rio Grande do Sul provocou ventos fortes, falta de energia e transtornos, enquanto rios permanecem acima da cota de inundação.
- Números principais: Cerca de 27 mil clientes estavam sem energia nesta sexta-feira (21). Em Quaraí, o Rio Quaraí chegou a 9,62 metros. Pelotas acumulou 421 milímetros de chuva em 40 dias.
- Onde: Os principais impactos ocorrem no Litoral Norte, na Fronteira Oeste, na Campanha e na Região Sul do Rio Grande do Sul.
- Quem afeta: Moradores, produtores rurais, comerciantes e estudantes de municípios atingidos pelas cheias e pelos efeitos do ciclone.
A passagem de um ciclone pelo Rio Grande do Sul provocou estragos e deixou cerca de 27 mil clientes sem energia elétrica nesta sexta-feira (21). Os maiores impactos no fornecimento de luz foram registrados em Três Cachoeiras e Terra de Areia, no Litoral Norte, além de Porto Alegre.
Enquanto o sistema se afasta em direção ao oceano, os efeitos da chuva continuam em diferentes regiões do estado. Rios permanecem acima da cota de inundação, famílias precisaram deixar suas casas e estradas rurais foram afetadas.
Ao mesmo tempo, uma massa de ar frio avança sobre o Rio Grande do Sul e deve provocar temperaturas baixas durante o fim de semana.
Onde o ciclone provocou os principais impactos?
Três Cachoeiras e Terra de Areia, no Litoral Norte, estão entre as cidades mais afetadas pela falta de energia, com mais de 5 mil clientes sem luz em cada município. Em Porto Alegre, aproximadamente 4 mil consumidores também ficaram sem fornecimento.
O ciclone extratropical e a frente fria provocaram mudanças nas condições do tempo desde quarta-feira (19). Nesta sexta, o sistema se desloca para o oceano, mas ainda provoca rajadas de vento entre 60 km/h e 80 km/h na metade Leste e na Campanha.
Como estão os rios após a chuva?
Apesar da trégua na chuva, o excesso de água mantém rios acima do nível de inundação em municípios do Sul e da Fronteira Oeste.
Em Quaraí, o Rio Quaraí chegou a 9,62 metros na manhã desta sexta-feira. A cota de inundação é de 9,50 metros. Uma pessoa precisou deixar a residência, e a Defesa Civil estima que o nível ainda possa subir cerca de 50 centímetros, o que pode atingir outras 16 famílias.
Em Jaguarão, o rio começou a baixar, mas permanece acima da cota de inundação. Cerca de 40 famílias precisaram deixar suas casas desde o início da cheia, e parte dos moradores ainda não conseguiu retornar.
Em Dom Pedrito, o Rio Santa Maria estava em 11,40 metros, acima da cota de inundação, que é de 11 metros. Quatro famílias permanecem fora de casa e estão abrigadas em um espaço público.
Quais foram os impactos das chuvas na Região Sul?
Pelotas registrou chuva em 30 dos últimos 40 dias. O acumulado chegou a 421 milímetros, praticamente o dobro do volume esperado para julho e agosto.
Em Canguçu, a prefeitura estima prejuízos de R$ 18,4 milhões. A infraestrutura rural está entre as áreas mais afetadas, com cerca de 8 mil quilômetros de estradas que precisaram de recuperação, além de danos em pontes, pontilhões e bueiros.
A agricultura também sofreu perdas, atingindo produções de pêssego, morango, trigo, canola e fumo.
Em Jaguarão, as aulas foram retomadas na área urbana, mas continuam suspensas na zona rural devido às condições das estradas. Cerca de 2,7 mil estudantes estão sem transporte escolar.
Como ficará o tempo no Rio Grande do Sul no fim de semana?
A passagem de uma massa de ar polar deve manter o tempo firme no sábado (22) e no domingo (23), mas com queda significativa das temperaturas.
No sábado, o tempo estável deve predominar em todas as regiões. O frio será mais intenso nas primeiras horas do dia, com possibilidade de geada na metade Sul, incluindo áreas do Centro-Sul.
Em pontos mais elevados, as temperaturas podem ficar abaixo de zero. No domingo, a influência da massa de ar polar continua e mantém o frio em todo o estado.
O que a Defesa Civil está fazendo diante das cheias?
A Defesa Civil Nacional vai instalar duas bases de apoio no Rio Grande do Sul, uma em Pelotas e outra em Jaguarão.
A estrutura terá como objetivo agilizar a liberação de recursos federais e auxiliar os municípios que decretaram situação de emergência em razão dos impactos provocados pelas chuvas e pelas cheias dos rios.
Fonte: G1







