
Decisão que sacudiu o futebol catarinense
Terminou no final da noite desta terça-feira (1º), após quase seis horas de julgamento, a análise do Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC) sobre os acontecimentos explosivos da final do Campeonato Catarinense de 2025. O resultado: uma avalanche de punições que atinge diretamente a Chapecoense, o Avaí e diversos envolvidos no confronto.
Final marcada por caos e revolta
Disputada em 22 de março, a partida decisiva foi interrompida por quase nove minutos após a expulsão do meia Giovanni Augusto, da Chapecoense, por reclamações durante a revisão de um pênalti. A penalidade foi confirmada e convertida por Eduardo Brock, garantindo o empate e o título ao Avaí. O clima esquentou e, dali em diante, a tensão explodiu dentro e fora de campo.
As punições da Chapecoense 🟢
A equipe mais penalizada foi a Chapecoense. Abaixo, as sanções aplicadas:
- Alex Passos (Presidente): 30 dias de suspensão
- João Carlos “Maringá” (Executivo de Futebol): 15 dias de suspensão + R$ 1.000,00 de multa
- Jorge Jimenez (Jogador): 10 jogos de suspensão + R$ 1.000,00 de multa
- Giovanni Augusto (Jogador): 7 jogos de suspensão + R$ 1.000,00 de multa
- Dentinho (Jogador): 6 jogos de suspensão + R$ 1.000,00 de multa
- Gilmar Dal Pozzo (Treinador): 1 jogo de suspensão
- Clube: Multa de R$ 13.600,00
Punições ao Avaí 🔵
Embora em menor escala, o Avaí também foi penalizado:
- Clube: 3 jogos com portões fechados no próximo Campeonato Catarinense + R$ 6.500,00 de multa
- Luiz Fernando Flores (Auxiliar Técnico): 6 jogos de suspensão + R$ 1.000,00 de multa
- Judson (Jogador): 1 jogo de suspensão
Desdobramentos e clima de incerteza
Antes mesmo da sentença, o presidente da Chapecoense havia ameaçado sair da Federação Catarinense de Futebol, criticando fortemente o árbitro Gustavo Bauermann. Agora, com a confirmação das punições, cresce a expectativa sobre eventuais recursos ou até mesmo a concretização da mudança de federação.
Clube ou tribunal: quem venceu essa final?
A decisão do TJD-SC encerra, ao menos juridicamente, um dos capítulos mais conturbados do futebol catarinense. As punições não apenas mexem na estrutura das equipes, mas abrem precedentes para coibir futuros excessos nos gramados. Resta saber se as cicatrizes vão curar… ou aprofundar as rivalidades.