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O que é a ELA? Entenda a condição rara que levou à morte do ator Eric Dane

Foto: (Divulgação/Greys Anatomy)

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva que atinge os neurônios motores, responsáveis por levar os comandos do cérebro aos músculos. Quando essas células se desgastam e morrem, os músculos deixam de receber estímulos e passam a enfraquecer gradualmente.

Foi essa condição que levou à morte do ator Eric Dane, aos 53 anos. Após o diagnóstico, ele passou a utilizar sua projeção internacional para defender a conscientização sobre a ELA e incentivar investimentos em pesquisa. A mobilização gerou repercussão entre colegas de profissão e fãs, que prestaram homenagens e destacaram seu legado artístico e seu engajamento na causa.

Entenda a doença

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Na ELA, os neurônios motores localizados no cérebro e na medula espinhal sofrem desgaste e morrem. Sem esses impulsos nervosos, os músculos deixam de receber estímulos, enfraquecem e entram em processo de atrofia. Inicialmente, os sintomas podem ser sutis, como fraqueza em um dos membros, dificuldade para segurar objetos ou tropeços frequentes.

Entre os sinais e sintomas, a pessoa com ELA tem: dificuldades para falar (fala arrastada), engolir, manter a cabeça erguida e realizar tarefas simples do dia a dia. Cãibras, contrações musculares involuntárias e perda de peso também são comuns. Em estágios avançados, os músculos responsáveis pela respiração são afetados, o que pode levar à insuficiência respiratória.

Segundo o Ministério da Saúde, as causas da doença ainda não são conhecidas, “no entanto, sabe-se que em cerca de 10% dos casos ela é causada por um defeito genético”. Além disso, outras causas que podem estar relacionadas com a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) são:

  • Mutação genética;
  • Desequilíbrio químico no cérebro (níveis de glutamato mais elevados), o que é tóxico para as células nervosas;
  • Doenças autoimunes;
  • Mau uso de proteínas.

Não há cura para a condição. O tratamento é paliativo e busca retardar a evolução dos sintomas e oferecer qualidade de vida. Em geral, o óbito ocorre entre três e cinco anos após o diagnóstico, embora cerca de 25% dos pacientes vivam mais de cinco anos.

A doença é considerada rara, com incidência média de um caso a cada 50 mil pessoas por ano, e atinge principalmente pessoas entre 55 e 75 anos.

Apesar de comprometer progressivamente os movimentos e funções motoras, a ELA geralmente não afeta o raciocínio ou a capacidade intelectual, o que torna o impacto físico ainda mais desafiador para quem convive com a condição.

Conheça outras celebridades que tiveram a doença

A ELA também marcou a vida de outras personalidades. O físico britânico Stephen Hawking viveu décadas com uma forma lenta da doença e se tornou um dos casos mais conhecidos mundialmente. O ator Kenneth Mitchell, que atuou em produções como Star Trek: Discovery e Capitã Marvel, faleceu em 2024 em decorrência da condição.

No Brasil, o ex-jogador Washington Santos foi diagnosticado com ELA em 2009. O ator britânico David Niven, vencedor do Oscar, também enfrentou a doença.

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