
O Mapa do Feminicídio, lançado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em março deste ano, vem se consolidando como uma importante ferramenta para a produção de reportagens, pesquisas e ações de conscientização sobre a violência contra a mulher no estado.
Criado para reunir, organizar e dar transparência aos dados de feminicídios registrados em Santa Catarina, o sistema passou a ser utilizado por veículos de comunicação, instituições de ensino e entidades ligadas à proteção das mulheres.
Segundo a coordenadora-geral do Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT), promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon, a disponibilização de informações qualificadas contribui para ampliar a compreensão sobre a dimensão do problema e fortalecer estratégias de prevenção.
Nos últimos meses, o Mapa do Feminicídio serviu de base para reportagens especiais e produções audiovisuais. Entre os exemplos está a série “Retrato do Feminicídio”, publicada pelo portal ND+, que utilizou os dados para analisar os desafios enfrentados pela rede de proteção às mulheres e discutir fatores relacionados à escalada da violência.
A ferramenta também subsidiou a série documental “Até Quando?”, produzida pela NSC, que aborda casos de feminicídio em Santa Catarina e destaca a necessidade de ações integradas para combater a violência de gênero.
Outra iniciativa foi a série de reportagens da NDTV, também intitulada “Retrato do Feminicídio”, que aprofundou a análise sobre os fatores que antecedem os crimes e os desafios para evitar novas ocorrências.
Além da repercussão na imprensa, o estudo foi apresentado durante o evento “Rota do Protagonismo: Ideias que Circulam, Mulheres que Transformam”, promovido pela Unesc por meio do Fórum da Mulher Parlamentar. O material foi utilizado como base para debates sobre protagonismo feminino e enfrentamento da violência contra a mulher.
O Mapa do Feminicídio foi desenvolvido pelo NEAVIT e pelo Escritório de Ciências de Dados Criminais (EDC), com apoio do Setor de Dados Estruturados do MPSC. O levantamento analisou casos registrados entre 2020 e 2024, com atualização dos números absolutos até 2025.
A iniciativa integra as prioridades estabelecidas pela procuradora-geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, e busca fornecer subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas e estratégias de prevenção.
A partir dos dados reunidos pelo estudo, o MPSC também produziu a websérie “Ausências: as histórias por trás do Mapa do Feminicídio”. A produção apresenta histórias de mulheres vítimas de violência de gênero em Santa Catarina e busca humanizar as estatísticas por meio de relatos reais.
Os episódios já foram exibidos em emissoras de televisão, incluindo a TV Justiça, e acumulam mais de 12,5 mil visualizações, ampliando o alcance das discussões sobre a violência contra as mulheres no estado.







