
Fortes chuvas que atingem diversas regiões do Brasil nas últimas semanas desencadearam mortes, deslizamentos, enchentes e prejuízos generalizados, levando algumas cidades a decretarem emergência ou estado de calamidade pública. As defesas civis trabalham em resgates e atendimento aos atingidos enquanto o volume de chuva segue alto.
Em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, a prefeitura decretou estado de calamidade pública após intensas precipitações que deixaram ao menos 16 mortos e cerca de 440 pessoas desabrigadas. O volume acumulado no mês superou 584 mm, mais que o dobro do esperado para fevereiro, o que faz deste um dos mais chuvosos da história local. Transbordamentos do Rio Paraibuna, alagamentos, deslizamentos e bloqueios de vias forçaram a suspensão das aulas e a mobilização de equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.


No estado de São Paulo, os temporais também deixam rastro de devastação. Em Natividade da Serra, um homem de 67 anos morreu após sua casa desabar sob o peso da chuva, elevando para 19 o número de mortes ligadas às chuvas na região desde o fim do ano passado. Municípios do litoral e do Vale do Paraíba registraram ventos fortes, transbordamento de rios e quedas de energia em várias localidades.

Em Peruíbe, na Baixada Santista, o volume acumulado de chuva ultrapassou o esperado para todo o mês, afetando mais de 420 moradores, entre desalojados e desabrigados. Equipes de resgate precisaram usar botes para retirar moradores de áreas inundadas, e abrigos provisórios foram montados para acolher famílias atingidas.



Já em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, as chuvas causaram prejuízos generalizados com casas e ruas inundadas, deixando aproximadamente 600 pessoas desalojadas. Uma idosa de 85 anos morreu após o colapso de um muro durante o temporal, e moradores relatam perdas de móveis, eletrodomésticos e documentos.


Diante desse quadro de destruição e risco contínuo, as defesas civis estaduais e municipais reforçam alertas à população para evitar áreas alagadas e encostas, além de orientar sobre medidas preventivas enquanto o volume de chuva permanece acima da média para o período.
Fonte: Agência Brasil / g1












