
Um vídeo publicado pela delegada Aline Lopes, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis (GO) na última terça-feira (27), reacendeu o debate sobre a segurança digital de crianças, especialmente em plataformas de jogos on-line como o Roblox, amplamente utilizado pelo público infantil.
Na gravação, a delegada alerta pais e responsáveis para riscos que podem passar despercebidos, destacando que, apesar da aparência lúdica, o Roblox permite interações com desconhecidos por meio de chats, além do acesso a conteúdos inadequados, principalmente quando não há supervisão adulta.
Segundo Aline Lopes, essas funcionalidades podem facilitar situações de exposição indevida, contato com estranhos e até tentativas de aliciamento infantil, prática considerada crime. A delegada enfatiza que criminosos se aproveitam da falta de monitoramento para se aproximar das crianças dentro dos ambientes virtuais.
Como forma de prevenção, a investigadora orienta que os responsáveis revisem imediatamente as configurações de segurança da plataforma, adotando medidas como o bloqueio de mensagens privadas, a ativação do PIN parental, a restrição de idade e o bloqueio de alterações nas configurações do jogo. De acordo com ela, ações simples podem reduzir significativamente os riscos.
Outro ponto central destacado é a importância do diálogo constante entre pais e filhos. A recomendação é que as crianças sejam orientadas a não compartilhar dados pessoais, como nome completo, endereço, escola, fotos ou vídeos, e que comuniquem imediatamente qualquer abordagem estranha ou pedidos de segredo feitos por outros usuários.
A delegada também chama atenção para sinais de alerta, como mudanças bruscas de comportamento, tempo excessivo de tela, tentativas de esconder o que está sendo feito on-line e relatos de “amigos virtuais” desconhecidos da família.
Em casos de suspeita de aliciamento ou abordagem inadequada, a orientação é registrar ocorrência imediatamente, não apagar perfis ou contas, e preservar provas, como mensagens, imagens e capturas de tela.
Para a DPCA, a tecnologia pode ser uma aliada, mas não substitui a supervisão e o diálogo familiar, considerados fundamentais para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.













