
Uma organização criminosa investigada por movimentar cerca de R$ 1,1 bilhão em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas é alvo da Operação Tela Oculta, deflagrada na manhã desta terça-feira (14) pela Polícia Civil de Santa Catarina.
Segundo as investigações, uma empresa de fachada que se apresentava como comerciante de colchões era utilizada para dar aparência legal ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas.
Como funcionava o esquema investigado?
De acordo com a Polícia Civil, a empresa atuava formalmente no ramo de colchões, mas, na prática, funcionava como uma espécie de financeira da organização criminosa.
Conforme a investigação, valores provenientes do tráfico eram transferidos para a empresa, que realizava a movimentação financeira para ocultar a origem ilícita dos recursos.
O delegado Marcos Fraile, da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Palhoça, informou que o esquema teve origem em investigados que já possuíam antecedentes por tráfico de drogas.
Quantos mandados foram cumpridos?
A Operação Tela Oculta mobilizou cerca de 200 policiais civis e cumpriu 32 mandados de prisão e 80 mandados de busca e apreensão.
As ordens judiciais foram executadas em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Além das prisões, a Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário de 22 pessoas físicas e oito pessoas jurídicas investigadas por participação no esquema.
O que foi apreendido durante a operação?
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aproximadamente uma tonelada de maconha, 30 quilos de cocaína e um fuzil.
Também foram recolhidos documentos considerados importantes para o avanço das investigações. A maior apreensão de drogas ocorreu no bairro Distrito, em Florianópolis.
O que acontece agora?
A operação segue em andamento e a Polícia Civil continua contabilizando o número de presos e os bens bloqueados durante a ação.
As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira utilizada pela organização criminosa.
Com informações do Jornal Razão.












