sábado, fevereiro 14, 2026
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Morte de mulher registrada há dois no Oeste de SC, na verdade, foi feminicídio e não suicídio, diz polícia

Investigação técnica revelou que mulher encontrada morta no banheiro foi vítima de homicídio; suspeito tentou apagar provas desligando câmeras da casa

Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu preventivamente, na noite desta sexta-feira (13), um homem de 37 anos suspeito de assassinar a companheira e simular a cena do crime como suicídio. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia de Fronteira de São Lourenço do Oeste, com apoio da Central de Plantão Policial e da Delegacia de Investigação Criminal. O caso ocorreu em dezembro de 2023, no interior de Jupiá, no Oeste catarinense.

A vítima, de 34 anos, foi encontrada morta no banheiro da residência onde morava com o companheiro. Na época, o cenário foi inicialmente registrado como suicídio. No entanto, a investigação conduzida ao longo de mais de dois anos revelou que se tratava de um feminicídio seguido de uma elaborada tentativa de encobrimento. Segundo a Polícia Civil, o suspeito desligou o sistema de monitoramento da residência minutos após chegar com a vítima, com o objetivo de eliminar registros visuais da agressão.

Durante o inquérito, foram realizados exames necroscópicos e toxicológicos, além de análises forenses em dispositivos eletrônicos. Os laudos apontaram manipulação de evidências digitais e indicaram um padrão de comportamento controlador por parte do investigado. A polícia também colheu 24 depoimentos e realizou a oitiva especializada do filho da vítima, uma criança, seguindo protocolos específicos de proteção.

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As apurações ainda identificaram um histórico de violência doméstica, marcado por ciúmes excessivos, ameaças e versões contraditórias apresentadas pelo suspeito ao longo da investigação. Com base no conjunto de provas, a autoridade policial indiciou o homem por homicídio qualificado — por motivo fútil, emprego de asfixia, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio — além do crime de fraude processual.

A Polícia Civil informou que o caso reforça a importância de investigações técnicas aprofundadas em ocorrências inicialmente tratadas como mortes autoprovocadas, especialmente em contextos de violência doméstica. O inquérito foi encaminhado ao Judiciário, que decretou a prisão preventiva do suspeito.

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