
Uma idosa de 68 anos foi internada em estado grave após ser dopada com medicamentos e agredida pelo próprio companheiro na localidade de São Pedro, no interior de Apiúna, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina.
O caso foi descoberto depois que uma vizinha gravou um vídeo mostrando o homem agredindo a vítima dentro da residência. Nas imagens, é possível ouvir a mulher questionando o suspeito: “É bom apanhar na cara?”. Segundo familiares, a idosa recebia tapas no rosto e chutes nas costas, mas não conseguia reagir devido ao efeito de medicamentos.
De acordo com a família, o suspeito, identificado como Antonio Marcos dos Santos, controlava a rotina da vítima, desligava a internet da residência e dificultava o contato dela com parentes.
“Ele literalmente pegava o celular dela, desligava a internet da casa e não deixava a gente falar com ela”, relatou um familiar.
A mulher é diabética e já passou por cirurgias nos olhos e nas pernas. Conforme os relatos, ela teria sido mantida sob efeito de medicamentos, incluindo codeína.
Os familiares contaram que nunca suspeitaram da gravidade da situação e acreditavam que se tratavam apenas de desentendimentos entre o casal.
Após o vídeo chegar à família, parentes foram até a residência e encontraram a idosa caída no chão, vomitando e em estado considerado gravíssimo.
“O Samu foi chamado e levou ela ao hospital. Ela não conseguia segurar nada e estava muito mal”, afirmou um familiar.
A vítima segue internada no hospital de Ibirama. Segundo os familiares, ela permanece em sono profundo e sem conseguir se comunicar.
Antes da chegada da família, o homem fugiu da residência. Conforme os relatos, ele teria levado pertences pessoais e dinheiro da vítima. A suspeita é de que esteja escondido na região da Serra de São Miguel.
A Polícia Civil investiga o caso. A idosa passou por exame de corpo de delito, que confirmou hematomas pelo corpo.
A Justiça de Santa Catarina concedeu medidas protetivas de urgência com base na Lei Maria da Penha. A decisão determina o afastamento imediato do suspeito da residência, proíbe contato com a vítima e estabelece distância mínima de 300 metros da mulher, familiares e testemunhas.
Fonte: Jornal Razão












