
Um homem de 32 anos foi preso após ser flagrado por câmeras de segurança espancando e sufocando uma jovem de 26 anos dentro do elevador de um prédio em São Vicente, no litoral de São Paulo. A vítima possuía medida protetiva contra o agressor, Jonas de Oliveira, por um episódio anterior de violência registrado em dezembro de 2025. A prisão ocorreu na última terça-feira (10), após as imagens circularem nas redes sociais e o caso ganhar repercussão.
O ataque aconteceu no sábado (7), quando a mulher foi até o prédio para buscar pertences pessoais que ainda estavam no apartamento do ex-companheiro. As gravações mostram o homem puxando a vítima pelos cabelos e aplicando um golpe de sufocamento conhecido como “mata-leão” dentro do elevador.
Apesar das imagens, Jonas negou inicialmente as agressões à polícia. Em depoimento, afirmou que apenas empurrou a jovem para tentar recuperar um celular que, segundo ele, havia sido pego pela vítima. No entanto, após ser preso, o homem confessou ter comportamento agressivo com mulheres e relatou outros episódios de violência, que tentou justificar como uma “resposta à altura” às atitudes das vítimas.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado em dezembro de 2025, a jovem relatou que se relacionava com Jonas havia cerca de dois meses quando foi agredida após responder ao cumprimento de um amigo em uma balada. Na ocasião, ele teria arremessado chinelos e uma bolsa contra ela em via pública. As agressões, segundo a vítima, se intensificaram dentro do apartamento, onde ela sofreu tapas e mordidas no rosto, além de ter sido ameaçada com uma faca.
Ainda conforme o registro policial, o agressor tomou o celular da vítima e exigiu que fosse desbloqueado. A jovem conseguiu fugir e se abrigar na casa de um vizinho. Posteriormente, foi até Santos, onde registrou o boletim de ocorrência e solicitou uma medida protetiva de urgência, expedida em janeiro de 2026.
Após a prisão, Jonas também confessou ter agredido outra mulher em janeiro deste ano. Segundo o próprio agressor, ele teria utilizado um capacete para bater na vítima, que atuava como garota de programa no bairro Marapé, em Santos. O homem alegou ter agido por ciúmes, afirmando que a mulher conversava com outros homens.
Vizinhos relataram à polícia que eram frequentes os gritos e discussões vindos do apartamento do suspeito, o que reforça o histórico de violência atribuído ao agressor.
Fonte: g1












