

Fotos: Arquivo ClicRDC
Bruno Reinehr – reportagem especial
Dois anos após um violento confronto na Aldeia Kondá, que resultou em duas mortes e vários feridos, a comunidade indígena ainda aguarda respostas sobre o caso. O inquérito segue sem conclusão, e lideranças cobram providências das autoridades.
Na manhã dessa terça-feira (01), representantes do Ministério Público Federal (MPF) estiveram na aldeia para uma reunião com o cacique Efésio Siqueira e advogados que acompanham o caso. O encontro atualizou as lideranças sobre o andamento da investigação e reforçar a pressão pela identificação e punição dos responsáveis pelo ataque.
O confronto ocorreu no dia 17 de julho de 2023 e teria sido motivado por desavenças internas após as eleições para cacique. Segundo Efésio Siqueira, grupos opositores não aceitaram o resultado e o clima de tensão se agravou nos meses seguintes. “A gente perdeu pessoas aqui dentro e até agora a investigação está travada. Queremos justiça e que os culpados sejam punidos”, afirmou.
A demora na investigação é uma das principais queixas da comunidade. De acordo com os advogados que representam as famílias das vítimas, até o momento não há indiciamentos e a falta de um tradutor para áudios em Kaingang tem dificultado a identificação de suspeitos. “Já estamos chegando a quase três anos do ocorrido e sequer há um suspeito formalmente acusado”, disse um dos advogados presentes.
Em 2023, além das mortes e feridos, casas e veículos foram incendiados, e a Polícia Federal abriu inquérito para apurar as causas do ataque. Os episódios de violência, segundo a Polícia Militar, são ligados à disputa pela liderança na aldeia.
Assista a reportagem de Bruno Reinehr na Aldeia Kondá:
Arquivo ClicRDC
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