terça-feira, março 17, 2026
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Caso de PM encontrada morta com tiro na cabeça ganha novas revelações, acompanhe o caso:

Depoimentos, laudos e denúncias anteriores reforçam dúvidas sobre morte de policial militar em São Paulo

Foto: Reprodução Agência Brasil

A morte da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, em um apartamento na capital paulista, segue cercada de dúvidas e agora é investigada como morte suspeita. Novos depoimentos e laudos periciais reforçam questionamentos sobre a versão inicial de suicídio.

O caso ganhou novos desdobramentos após o depoimento do ex-companheiro da vítima à Polícia Civil, na última sexta-feira (13). Segundo o advogado da família, José Miguel da Silva Junior, ele afirmou que Gisele não apresentava qualquer tendência suicida e mantinha uma boa relação com ele, com quem teve uma filha.

De acordo com o relato, a policial planejava se separar do então companheiro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, e buscava alternativas de moradia. Ela teria tentado alugar uma casa e cogitava retornar à residência dos pais. Ainda conforme o depoimento, a filha do casal demonstrava medo de permanecer no local onde a mãe vivia com o militar.

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Os laudos necroscópicos do Instituto Médico Legal (IML) também levantaram suspeitas. Exames apontaram lesões na face e na região do pescoço, compatíveis com pressão e escoriações causadas por unhas. Um primeiro laudo, emitido no dia seguinte à morte, já indicava marcas semelhantes, reforçadas em análise complementar após a exumação do corpo, realizada em março.

Outro ponto que chama a atenção na investigação são denúncias anteriores contra o tenente-coronel. A defesa da família apresentou um boletim de ocorrência registrado em 2009 por uma ex-esposa do militar, que relatou ameaças, comportamento agressivo e vigilância constante.

Além disso, uma policial subordinada também denunciou o oficial por perseguição e assédio moral. Segundo a defesa, houve condenação por danos morais, com pagamento determinado pelo Estado.

No dia da morte, o tenente-coronel estava no apartamento, acionou o socorro e comunicou o caso como suicídio. Posteriormente, a ocorrência foi reclassificada como morte suspeita.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Civil já ouviu testemunhas e aguarda laudos complementares para avançar na apuração. O caso é conduzido sob sigilo e acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar, podendo ter a tipificação alterada conforme o andamento das investigações.

Fonte: Agência Brasil

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