



O feriado de Carnaval em Santa Catarina não movimentou apenas praias e rodovias. O calor intenso e a grande circulação de pessoas elevaram as interações com a fauna local, resultando em 86 atendimentos realizados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) entre os dias 13 e 17 de fevereiro.
Entre os casos registrados, 46 exigiram a eliminação de vespas que representavam risco iminente, enquanto 26 foram resolvidos com orientações preventivas à população. Também houve resgates de animais silvestres, incluindo um tamanduá em Navegantes, dois gambás em Mondaí, uma cobra e outro réptil em Florianópolis.
Como o calor afeta vespas e abelhas
Segundo o CBMSC, ao contrário da primavera, quando há enxameação natural, o aumento de ocorrências no verão está ligado ao metabolismo acelerado desses insetos devido às altas temperaturas, que os tornam mais ativos e propensos a voar maiores distâncias em busca de alimento.
Outro fator é a ocupação de imóveis de temporada. Abelhas e vespas podem estabelecer ninhos em forros, caixas de ar-condicionado ou escolas durante os meses de fechamento. Ao abrir os locais para o Carnaval, o contato humano frequentemente gera conflitos.
“O calor acelera o metabolismo desses animais e os torna mais presentes. Eles não são agressivos por natureza, mas os ataques ocorrem quando se sentem ameaçados por barulhos, movimentos bruscos ou proximidade excessiva de pessoas e animais”, explica o Capitão Tiago Domingos.
Orientações de segurança
O CBMSC reforça medidas importantes ao se deparar com vespas ou abelhas:
- Mantenha a calma: Movimentos bruscos ou gritos podem irritar os insetos.
- Afaste-se suavemente: Jamais corra; mova-se lentamente para fora do raio de ação.
- Proteja áreas sensíveis: Cubra rosto e pescoço com mãos ou tecidos durante um ataque.
- Busque abrigo: Entre em veículos ou edificações e feche portas e janelas.
- Atenção com a água: Evite pular em piscinas ou rios durante ataque; os insetos podem permanecer sobre a água.
Quando acionar o 193
O cidadão deve ligar para o número 193 sempre que houver risco real, informando endereço, tipo de inseto/animal, localização exata e se há vítimas ou pessoas alérgicas. Para abelhas, o CBMSC atua em parceria com apicultores, buscando preservar os enxames. Já vespas geralmente são eliminadas.












