sábado, março 28, 2026
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Vacinação começa com os profissionais que atuam com a Covid-19 em Chapecó; Saiba detalhes

O ClicRDC conversou com o secretário da Saúde, Luiz Carlos Balsan, para esclarecer dúvidas sobre a vacinação

Foto: Governo do Estado de São Paulo/ Divulgação

Os profissionais da saúde que atuam na linha de frente da pandemia da Covid-19, nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), serão os primeiros vacinados contra a doença em Chapecó. Após a chegada das primeiras doses da CoronaVac no município, a primeira pessoa será vacinada na tarde desta terça-feira (19). O ClicRDC conversou com o secretário da Saúde de Chapecó, Luiz Carlos Balsan, para tirar dúvidas sobre a vacinação nesta primeira etapa. 

A regional atendida por Chapecó, que abrange 39 municípios, recebeu em torno de 5.360 doses da vacina. Segundo Balsan, do total, cerca de três mil doses ficaram no município –  aproximadamente 2.000 serão destinadas aos profissionais de saúde e outras 1.100 atendem a população indígena, nas duas aldeias localizadas em Chapecó. No município, são cerca de 6 mil profissionais da saúde, entretanto, as primeiras doses serão prioritárias para quem atua diretamente com a Covid-19, nos hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e ambulatórios. 

“Começa pelos profissionais que atuam nas UTIs Covid do Hospital Regional e da Unimed. Em segundo lugar, os profissionais que atuam nas emergências do Covid. Entra aí também os nossos ambulatórios, e UPA.” explica o secretário. Posteriormente, a vacinação segue para os profissionais que atendem pacientes internados em hospitais.

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Segunda dose

Balsan esclareceu que as primeiras unidades que chegaram à Chapecó atendem, apenas, a primeira dose da vacinação – já que a CoronaVac necessita de duas doses para a imunização. “Essa dosagem que vem agora será usada 100%. A própria Secretaria do Estado da Saúde já deixou, no almoxarifado em Florianópolis, a segunda fase, para fazer a segunda dosagem”, diz o secretário. Segundo ele, a segunda dosagem para quem receber a vacina agora deve chegar em Chapecó no prazo máximo de duas semanas. 

Quantidade de vacinas não será suficiente para a primeira fase 

A primeira fase da vacinação contra a Covid-19 prevê a imunização – além dos profissionais da saúde e da população indígena – de pacientes com mais de 75 anos, ou com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência. A Secretaria da Saúde estima que esta fase compreende a 16 mil pessoas, entretanto, as doses que o município recebeu não são suficientes para imunizar todos neste momento. 

“Agora a gente está na expectativa de que o Ministério da Saúde envie mais doses para os Estados, para que nós possamos atender a totalidade dessa primeira fase. […] Nós queremos que nos próximos dias a gente seja atendido pelo menos nessa primeira fase, na sua totalidade”, disse Balsan. 

População não deve procurar as unidades de saúde para vacinação neste momento

A vacinação dos profissionais da saúde acontece, neste primeiro momento, nos locais de trabalho do público atendido – nos hospitais, ambulatórios, entre outros. A recomendação da Secretaria da Saúde de Chapecó é que, neste primeiro momento, as pessoas não busquem as unidades de saúde mesmo que façam parte do público que compõe a primeira fase. Balsan pede para que a população aguarde, que o chamamento será feito no momento em que Chapecó tiver as quantidades necessárias para vacinar os demais grupos. 

A primeira vacinação acontece às 15h30 desta terça-feira, no auditório da Prefeitura de Chapecó.  Três pessoas – que representam os grupos prioritários (idosos, profissionais de saúde e indígenas) – serão vacinadas nesta terça-feira, a princípio, conforme informou a Prefeitura de Chapecó. Já a população indígena, público que também recebe doses da vacina neste primeiro momento, será imunizada nas duas aldeias do município . 

Definição dos grupos prioritários 

O secretário explica que a definição dos públicos que compõem a fase inicial da vacinação foi feita através de uma nota técnica, emitida pelo Ministério da Saúde. As orientações do Governo Federal foram acatadas pelo Estado de Santa Catarina, que repassa as informações aos municípios. 

Em dezembro de 2020, o plano de vacinação foi apresentado pelo Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo o Ministério, o plano está em consonância com as orientações globais da Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). 

Quem não pode se vacinar

Segundo a definição feita pelo Ministério da Saúde, neste momento, há alguns públicos  que não podem – sob nenhuma circunstância – tomar a vacina neste primeiro momento. Os estudos apontam que  entende-se como contraindicações prováveis:

  • Pessoas menores de 18 anos de idade (o limite de faixa etária pode variar para cada vacina de acordo com a bula);
  •  Gestantes;
  •  Para aquelas pessoas que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior de uma Vacina Covid-19;
  • Pessoas que apresentaram uma reação anafilática confirmada a qualquer componente da(s) vacina(s).

Procedência comprovada

Balsan explica que fica a critério de cada pessoa decidir-se ou não por tomar a vacina. Entretanto, segundo ele, “os testes foram feitos e está tudo atestado e certificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.

Ele destaca que, embora ainda haja pouco histórico sobre a CoronaVac, a expectativa é que os efeitos colaterais da vacina sigam dentro da normalidade e não comprometam a saúde de cada pessoa que receber a imunização. 

Orientação para quem pegou ou está com a Covid-19 ativa

Quem está com a Covid-19 ativa, mesmo que pertença ao grupo de vacinação, não deve passar pela aplicação da substância, conforme orientou Balsan. Já o paciente pós-Covid pode receber a dose no prazo mínimo de 30 dias depois que recuperou-se da doença. 

Protocolos de segurança devem permanecer

Balsan explica que, neste momento, o isolamento social, uso de máscara e demais protocolos de prevenção contra a Covid-19 permanecem os mesmos, mesmo entre os imunizados. Ele detalhou, ainda, que não há informações sobre quanto tempo demora para a pessoa se tornar imunizada, ou se o efeito da vacina durará pelo resto da vida. 

O secretário explicou que, nas próximas etapas da vacinação, quando as pessoas com comorbidades começarem a ser imunizadas, o cadastro no Sistema Único de Saúde será necessário. “Geralmente a pessoa já tem o seu cadastro, mas para quem não tiver vai ser feito. A pessoa terá que comprovar que tem comorbidades”, detalha.

Marco histórico

Para finalizar, Balsan ressaltou que este momento é um marco histórico para a saúde do município. “É uma vacina que podemos considerar histórica pela rapidez. A gente sabe que as outras vacinas demoraram bem mais tempo para serem lançadas na rede pública  de vacinação. A vacina que chega hoje e as demais que podem vir ainda, vem em um prazo de menos de um ano.”, diz. 

Ele também reforçou a importância da vacinação dos profissionais da saúde. “São pessoas que estão aí, há um ano praticamente, trabalhando com pessoas que estão acometidas pela Covid-19, então essas pessoas têm que ser reconhecidas, o trabalho, a dedicação, a coragem dessas pessoas”, afirma. “Temos certeza que isso vai dar resultado, vai diminuir a incidência do vírus na nossa comunidade. Então essa é a grande esperança, grande expectativa da Secretaria da Saúde,” finaliza. 

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