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SC confirma 121 casos de dengue em três meses

Os dados são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC); Confira as orientações para evitar a proliferação

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) divulga boletim sobre a situação da vigilância entomológica do Aedes aegypti e a situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus, em Santa Catarina. Os dados são de 30 de dezembro de 2018 a 30 de março de 2019 e mostram que o Estado já confirmou 121 casos de dengue.

No período analisado foram identificados 10.899 focos do mosquito Aedes aegypti em 165 municípios. Comparado ao mesmo período de 2018, quando foram identificados 6.954 focos em 133 municípios, houve um aumento de 56,7%. O aumento do número de focos está associado ao Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), no qual ocorreu a coleta de larvas pelos municípios infestados, para o conhecimento do Índice de Infestação Predial (IIP).



Em relação à situação entomológica são 82 municípios considerados infestados, o que representa um incremento de 22,4% em relação ao mesmo período de 2018, que registrou 67 municípios nessa condição.


Mapa dos municípios segundo situação entomológica. Santa Catarina, 2019. Imagem: Dive (SC)

Dengue

No período estudado pela DIVE foram notificados 1.469 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 121 (8%) foram confirmados (todos pelo critério laboratorial), 33 (2%) estão inconclusivos (classificação utilizada no SINAN para os casos que, após 60 dias da data de notificação, ainda não tiveram sua investigação encerrada), 766 (53%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 549 (37%) estão sob investigação pelos municípios.


Foto: Arquivo Agência Brasil

Do total de casos confirmados até o momento, 79 são autóctones (transmissão dentro do estado), 24 casos foram importados (transmissão fora do estado), 14 casos estão em investigação e quatro são indeterminados, pois não foi possível fazer a definição.

Na comparação com o mesmo período de 2018, quando foram notificados 672 casos, observa-se um aumento de 119% na notificação de casos em 2019 (1.469 casos notificados).

Em relação aos casos confirmados, em 2019, até o momento foram 121 casos no estado, sendo que no mesmo período em 2018 haviam sido confirmados oito casos.

Febre de chikungunya

No período de 30 de dezembro de 2018 a 30 de março de 2019 foram notificados 153 casos de febre de chikungunya em Santa Catarina. Desses, 01 (1%) foi confirmado pelo critério laboratorial, 47 (30%) foram descartados e 105 (69%) permanecem como suspeitos.

O único caso importado confirmado até o momento é residente do município de Florianópolis, com Local Provável de Infecção no estado do Pará.

Em comparação com o mesmo período de 2018, foram notificados 143 casos de febre de chikungunya e confirmados três casos autóctones e seis casos importados.

Zika vírus

Foram notificados 45 casos de zika vírus em Santa Catarina, sendo que 23 (51%) foram descartados, 2 (5%) foram inconclusivos e 20 (44%) permanecem como suspeitos.

Na comparação com o mesmo período de 2018, quando foram notificados 36 casos, observa-se um aumento de 25% na notificação de casos em 2019 (45 casos notificados).

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

Mantenha lixeiras tampadas;

Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

Mantenha ralos fechados e desentupidos;

Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

Retire a água acumulada em lajes;

Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;

Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;

Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.