terça-feira, fevereiro 17, 2026
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Polilaminina: estudo clínico brasileiro ganha destaque após recuperação de paciente com tetraplegia

Caso integra pesquisa clínica brasileira que avalia nova terapia para lesões na medula espinhal

Foto: Reprodução

Diagnosticado com tetraplegia após um grave acidente de carro em 2018, Bruno Freitas afirma ter recuperado a independência total após participar como primeiro paciente humano em um estudo clínico com polilaminina, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo relato do próprio paciente, à época do acidente ele foi informado de que não voltaria a andar. Anos depois, ele se tornou o “paciente 1” nos testes com a substância experimental, criada para auxiliar na regeneração de lesões na medula espinhal.

O que é a polilaminina

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A polilaminina é uma molécula derivada da laminina, proteína presente no organismo humano e associada ao crescimento celular. A substância está em fase inicial de estudos clínicos no Brasil, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes de segurança em humanos.

A proposta da terapia é atuar como suporte para estimular a regeneração de estruturas nervosas lesionadas, especialmente os axônios, rompidos em casos de trauma medular.

Resultados e reabilitação

De acordo com Bruno Freitas, após a aplicação da substância e um processo intenso de reabilitação, ele conseguiu recuperar movimentos e alcançar independência funcional.

Especialistas destacam que, embora relatos individuais sejam relevantes, o tratamento ainda está em fase experimental. A fase 1 dos estudos clínicos tem como principal objetivo avaliar a segurança da aplicação, sendo necessárias etapas posteriores para comprovar eficácia e viabilidade terapêutica em larga escala.

Pesquisa em andamento

A pesquisa integra um esforço científico nacional para desenvolver alternativas terapêuticas para lesões medulares graves, condição que atualmente não possui tratamento capaz de restaurar completamente os movimentos em casos de lesão total.

O caso de Bruno Freitas é apontado como um dos primeiros resultados observados dentro da linha de pesquisa, que segue sob avaliação científica e regulatória.

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