
⚡ Em Resumo:
- O que é: A insuficiência cardíaca é uma condição em que o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente para o organismo.
- Números principais: Cerca de 1,7 milhão de brasileiros convivem com a doença. O risco de mortalidade pode variar entre 30% e 50% em cinco anos após o diagnóstico.
- Onde: O alerta foi divulgado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia durante o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, celebrado nesta quinta-feira (9).
- Quem afeta: A doença é mais frequente em idosos e mulheres, mas pode atingir pessoas com hipertensão, diabetes, histórico de infarto, doenças nas válvulas do coração ou doença de Chagas.
Perder o fôlego ao subir uma escada ou realizar pequenos esforços nem sempre significa apenas falta de condicionamento físico. O sintoma pode indicar insuficiência cardíaca, doença que afeta aproximadamente 1,7 milhão de brasileiros e pode comprometer seriamente a qualidade de vida quando não tratada.
O alerta é da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que marca nesta quinta-feira (9) o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca para conscientizar a população sobre os sinais da doença e a importância do diagnóstico precoce.
Quais são os principais sintomas da insuficiência cardíaca?
Os sintomas mais comuns incluem falta de ar durante atividades físicas, fadiga muscular e retenção de líquidos, que provoca inchaço principalmente nas pernas e nos pés. Como esses sinais também podem estar relacionados ao sedentarismo ou ao envelhecimento, muitas pessoas demoram para procurar atendimento médico.
Segundo o cardiologista Marcus Simões, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, é durante o esforço físico que o coração costuma demonstrar que não está funcionando adequadamente.
Por que a doença se desenvolve?
A insuficiência cardíaca geralmente surge como consequência de outras doenças que afetam o coração. Entre as principais causas estão o infarto, problemas nas válvulas cardíacas, hipertensão arterial, diabetes e a doença de Chagas.
Nesses casos, o coração perde parte da capacidade de receber e bombear sangue para todo o organismo, o que leva ao aparecimento dos sintomas.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa pela avaliação clínica realizada pelo médico e pode ser confirmado por exames como raio-X de tórax, ecocardiograma, exames de sangue com biomarcadores e outros testes que ajudam a avaliar o funcionamento do coração.
A identificação precoce aumenta as chances de controlar a doença e reduzir complicações.
Qual é o tratamento para insuficiência cardíaca?
O tratamento é baseado principalmente no uso contínuo de medicamentos, muitos deles disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além dos remédios, mudanças no estilo de vida e a prática orientada de atividade física fazem parte do controle da doença.
A interrupção do tratamento, porém, é um dos principais fatores de agravamento. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de um quarto dos casos de descompensação ocorre porque os pacientes deixam de tomar os medicamentos corretamente.
Quais são os riscos da doença?
Sem acompanhamento adequado, a insuficiência cardíaca pode provocar repetidas internações hospitalares e aumentar significativamente o risco de morte. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a mortalidade pode variar entre 30% e 50% ao longo de cinco anos após o diagnóstico.
Além da interrupção do tratamento, infecções, arritmias, hipertensão descontrolada, infarto e miocardite também podem desencadear o agravamento do quadro.
O que muda nas novas orientações para médicos?
A Sociedade Brasileira de Cardiologia prepara uma nova diretriz para o tratamento da insuficiência cardíaca, prevista para ser apresentada em outubro, durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro.
O documento reunirá as evidências científicas mais recentes e reforçará a importância da reabilitação física como parte do tratamento, permitindo que os pacientes recuperem capacidade funcional e qualidade de vida com exercícios graduais e supervisionados.
Fonte: Agência Brasil






