
A Unimed Chapecó está totalmente ocupada. Neste momento, há 93 pacientes internados na Unidade Hospitalar – 11 deles estão na fila para transferências ou liberação de leitos. O diretor hospitalar, Mario Goto, informou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (25), que o Hospital busca leitos vagos no Brasil todo para transferir pacientes do município.
A maioria dos pacientes internados na Unimed são de Chapecó e região. Entre os 93 internados, 29 estão em UTI, 55 em enfermaria e o restante em observação no Pronto Atendimento. “Estamos procurando vaga no Brasil todo, não só no Sul. E tá muito difícil. Quando acha, não tem transporte aéreo. Às vezes não tem condição de transporte. E este é o cenário quando se fala em colapso”, afirma Goto.
Segundo o Dr. Rovani Camargo – cirurgião torácico e diretor de Marketing, Relacionamento e Sustentabilidade da Unimed – a situação de colapso no sistema de saúde é enfrentada em todo o Sul do Brasil.
Insumos
Na coletiva de imprensa, ambos os médicos relataram que ainda não há falta de insumos hospitalares, entretanto, também não há excessos. Conforme o número de atendimentos cresce, maior é o uso de insumos do Hospital.
“Paciente Covid é tão grave, e há necessidade de sedativos, bloqueadores neuromusculares… É tão grande o consumo que o que acontece, principalmente agora, preocupa muito”, disse o diretor Hospitalar. “Sem medicamento, fica impraticável”.
Segundo a Unimed, outro assunto que preocupa é a falta de profissionais. “Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas… precisamos de profissionais em todas as áreas. Temos seleções que estão sendo amplamente divulgadas”, disse Rovani. Segundo eles, há exigência de experiência para contratação, já que os pacientes da ala Covid-19 requerem bastante cuidado e atenção.
Unimed pede que familiares não resistam à transferências
Num momento em que 100% dos leitos estão ocupados, os profissionais da Unimed buscam contato com outros hospitais para viabilizar a transferência de pacientes. Segundo, durante a coletiva de imprensa, os médicos informaram que em alguns casos, há resistência dos familiares.
“Se eventualmente, o teu familiar ou o teu paciente precisar ser transportado, não é porque a gente não quer te atender. É porque as nossas capacidades estão esgotadas.”, disse o dr. Rovani Camargo. “Se há oportunidade de transferência, não crie resistência. Isso pode estar fazendo toda a diferença para a sua vida ou para um familiar teu.”






