terça-feira, março 24, 2026
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Materiais e insumos hospitalares aumentam 480% com pandemia

Luvas de latex representaram o maior aumento

IMAGEM ILUSTRATIVA – Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Na manhã desta sexta-feira (12), a Associação Lenoir Vargas Ferreira (ALVF) divulgou um levantamento que aponta o aumento de preços dos materiais e medicamentos de uso dos serviços de saúde. De acordo com a instituição, que administra o Hospital Regional do Oeste, Hospital da Criança (Chapecó) e Hospital Nossa Senhora da Saúde (Coronel Freitas), foram identificados reajustes de mais de 480% em insumos hospitalares, em decorrência da pandemia.

O levantamento mostra que a realidade difere de indicadores oficiais como Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), da Fipe, que anota elevação de apenas 1,32% em janeiro e reajuste acumulado de 15,57% nos últimos 12 meses nos medicamentos vendidos a hospitais.

Materiais e insumos, as maiores altas:

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No comparativo de valores para aquisição dos principais medicamentos usados para atendimento aos pacientes Covid, os aumentos passam dos 280%. Um dos exemplos é Cloridrato de Midazolam, (15 mg/3mL, amp), que era comprado por R$ 1,14 em fevereiro de 2020, e agora é comprada por R$ 4,34, um aumento de 280,70%. O Brometo de Rocurônio (10 mg/mL, amp), era adquirido por R$ 10,80, e agora custa R$ 33,33, o que representa uma elevação de 208,61% no valor.

O levantamento relaciona apresenta alguns materiais, como é o caso das luvas de latex, que em fevereiro do ano passado custava R$ 13,50 (a caixa com 100 unidades) e agora, fevereiro de 2021, saltou para R$ 78,50, um aumento de 481,48%. 

A demanda por oxigênio hospitalar também duplicou no início deste ano refletindo o recrudescimento da pandemia. Em janeiro foram consumidos 20,3 mil metros cúbicos com custo de R$ 32.531,38. Em fevereiro, o consumo pulou para 56,6 mil metros cúbicos, salto de 178,82%. Embora não tenha sido registrado aumento no valor do metro cúbico desse insumo, o desembolso subiu 153,99%, em termos financeiros, a R $82.626,70. O mesmo quadro se repetiu nos 10 primeiros dias de março, com o consumo de 31,2 mil metros cúbicos e aporte de mais de R $50 mil. No custo total estão incluídos o valor do frete, que é variável. 

Confira o gráfico:

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