
A falta de motoristas tem comprometido o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A situação faz com que ambulâncias permaneçam paradas e pacientes esperem mais de cinco horas por socorro, conforme reportagem exibida pelo Fantástico no domingo (11).
O problema é recorrente e teria se agravado ao longo de 2026. Segundo a apuração, nos últimos oito meses, a capital gaúcha ficou todos os dias com pelo menos uma ambulância fora de operação, reduzindo a capacidade de resposta do serviço diante de emergências.
Por que as ambulâncias do Samu estão paradas em Porto Alegre?
Funcionários do serviço, que falaram sob condição de anonimato, relataram faltas frequentes de profissionais e bases fechadas. A ausência de motoristas impede que parte das ambulâncias seja utilizada, o que pode comprometer o atendimento à população e aumentar o tempo de espera por socorro.
Qual empresa é responsável pelos motoristas do Samu?
A empresa Gerir Hospitalar é responsável pelos motoristas e recebe mais de R$ 4 milhões por ano da Prefeitura de Porto Alegre. De acordo com a reportagem, a companhia já foi multada cinco vezes.
Em nota, a empresa afirmou que criou uma gratificação para incentivar a presença dos funcionários. Também apontou dificuldades para encontrar profissionais que atendam aos requisitos de qualificação exigidos para a função.
O que a Prefeitura de Porto Alegre fez diante da situação?
Após ser informada sobre a reportagem, a Prefeitura de Porto Alegre abriu um processo administrativo contra a Gerir Hospitalar. O procedimento deverá tratar das questões relacionadas à prestação do serviço.
A situação expõe os desafios enfrentados pelo atendimento de urgência na capital gaúcha, onde a indisponibilidade de ambulâncias pode deixar pacientes aguardando por horas em momentos de necessidade. Até as informações divulgadas na reportagem, não foram detalhados os possíveis desdobramentos do processo administrativo.







