domingo, março 15, 2026
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Dificuldades financeiras do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, são abordadas em reunião

Segundo o Hospital, aumento de consumo e do preço dos insumos provocam déficit financeiro

Foto: Julio Cavalheiro / Secom

Uma reunião, coordenada pela Diretoria Executiva da Associação Lenoir Vargas Ferreira (ALVF), aconteceu nesta sexta-feira (11), para abordar as dificuldades financeiras do Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó. De acordo com o Hospital,o aumento de consumo e do preço dos insumos provocam déficit financeiro nas contas da unidade hospitalar. 

Além da Diretoria da ALVF, participaram da reunião representantes do Gestor Pleno do SUS (Secretaria Municipal de Saúde de Chapecó), Conselho Municipal de Saúde, a Gerência Regional de Estado da Saúde, médicos e enfermeiros do corpo clínico do HRO. 

Foto: HRO

De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital, os participantes chegaram à conclusão que “apenas uma agenda conjunta viabilizará a continuidade dos atendimentos de pacientes acometidos pela Covid-19, assim como a reposição e a alocação de novos recursos financeiros junto ao Estado para honrar compromissos com as despesas extraordinárias decorrentes da Pandemia”. 

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Situação atual

O HRO informou que no cenário atual, conta com uma receita mensal estimada em cerca de R$ 13 milhões para uma despesa superior a R$ 18 milhões. A Diretoria tem recorrido à empréstimos na rede bancária para pagar todos os gastos. 

Segundo o Hospital, a instituição tem o maior número de leitos de UTI destinados ao tratamento da Covid-19 credenciados junto ao Sistema Único de Saúde em Santa Catarina – 102 leitos. Entretanto, a instituição chegou ao limite de sua capacidade técnica instalada para atender pacientes que necessitam de suporte em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a Covid-19. 

“Não há, neste momento, condições de ampliar o número de leitos para pacientes que necessitam desse atendimento especializado, seja por falta de recursos humanos, médicos e de enfrmagem, por escassez de equipamentos (Aparelhos de Ventilação Mecânica) ou por insumos farmacológicos.”, informou o Hospital.

Dificuldades para adquirir insumos

Segundo o HRO, um dos principais gargalos é a dificuldade na aquisição de insumos – especialmente, os do chamado ‘kit intubação’, devido a alta demanda e alta nos preços. “ Notas do setor de Compras do HRO mostram que esse insumo registrou aumento de mais de 750% desde fevereiro deste ano, isso quando se encontra fornecedor e prazo hábil,”, informou o Hospital. 

O secretário-adjunto de Saúde, Jader Danieli, que esteve na reunião, informou que encontrou-se com o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, Na ocasião, foi discutida a necessidade de que seja realizado um levantamento a fim de possibilitar, com a máxima urgência possível, os repasses necessários para o HRO cobrir os custos. Segundo ele, o levantamento poderá subsidiar ação do Ministério da Saúde e da Anvisa relativa ao aumento abusivo dos medicamentos.

Danielli comprometeu-se em nome da Secretaria Municipal de Saúde, a avaliar o levantamento que será feito pelo Hospital Regional, com a máxima urgência, a fim de comprovar a situação financeira demonstrada na reunião junto à Controladoria Geral do Estado, e, assim, buscar os recursos pleiteados. De parte do HRO houve o compromisso de entregar esse relatório à Secretaria Municipal de Saúde com a máxima brevidade, assim como a Secretaria Municipal a conferi-lo, com urgência, para encaminhar à Secretaria de Estado da Saúde.

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