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Dia Internacional do Café: você sabe quanto de cafeína está tomando?

No Dia Internacional do Café, especialista explica por que a quantidade de cafeína varia conforme o preparo e quais sinais do organismo merecem atenção.


Para muitos brasileiros, o dia começa com uma xícara de café. A bebida está presente em 98% dos lares do país e faz parte de diferentes momentos da rotina, do café da manhã às pausas durante o trabalho.

Em 2025, o consumo brasileiro chegou a 21,409 milhões de sacas, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Apesar da queda de 2,31% em relação ao período anterior, o volume mantém o Brasil entre os maiores consumidores de café do mundo.

No Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, a atenção também se volta à quantidade de cafeína ingerida diariamente. A substância não está presente apenas no café, mas também em chás, energéticos, refrigerantes e chocolates.

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Segundo o nutrólogo Celso Cukier, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o consumo moderado pode fazer parte de uma alimentação equilibrada. O cuidado está no excesso e na sensibilidade de cada pessoa.

Por que a quantidade de cafeína varia de uma xícara para outra?

O volume de cafeína presente no café depende do tipo de grão, da torra, da concentração da bebida, do método de preparo e do tamanho da porção. Por isso, contar apenas quantas xícaras são consumidas ao longo do dia pode não representar o total ingerido.

De acordo com a Embrapa, uma xícara média de café coado, com aproximadamente 150 ml, pode conter entre 80 mg e 150 mg de cafeína.

A diferença é significativa para quem tem o hábito de tomar café várias vezes ao dia. Além disso, outras bebidas e alimentos também contribuem para o consumo total da substância.

O nutrólogo destaca que fatores como peso, idade, sensibilidade individual, qualidade do sono e determinadas condições de saúde influenciam a tolerância à cafeína.

Quais são os sinais de que o consumo de café está excessivo?

O excesso de cafeína pode provocar insônia, agitação, ansiedade, tremores, palpitações e desconforto gastrointestinal. Os efeitos, porém, não são iguais para todas as pessoas.

Segundo Celso Cukier, dificuldade para dormir, sensação de aceleração, tremores e palpitações são sinais que merecem atenção.

Quando esses sintomas aparecem, a recomendação é rever a quantidade consumida. Caso persistam, é importante buscar avaliação médica.

Tomar café à noite pode prejudicar o sono?

Sim. Para pessoas mais sensíveis à cafeína, consumir café próximo ao horário de dormir pode comprometer a qualidade do descanso.

O efeito nem sempre é percebido imediatamente. Mesmo sem provocar uma sensação evidente de agitação, a substância pode interferir no sono.

Por isso, quem enfrenta dificuldades para dormir pode observar se existe relação entre o horário da última xícara e a qualidade do descanso.

Quantas xícaras de café podem ser consumidas por dia?

Não existe uma quantidade única que seja adequada para todas as pessoas. A resposta depende da concentração de cafeína, do tamanho das porções e das características individuais.

O nutrólogo orienta que o consumidor considere todas as fontes de cafeína presentes na rotina, e não apenas o café. Pessoas com maior sensibilidade à substância ou determinadas condições de saúde podem precisar de orientação individualizada.

Para Celso Cukier, o café não precisa ser tratado como um vilão. A atenção deve estar na quantidade, no horário e na maneira como a bebida se encaixa na alimentação e no estilo de vida.

Como consumir café com mais atenção no dia a dia?

Alguns cuidados ajudam a observar os efeitos da bebida no organismo:

  • Considere o tamanho da xícara e a concentração do café.
  • Observe outras fontes de cafeína, como chás, energéticos, refrigerantes e chocolates.
  • Evite consumir café próximo ao horário de dormir se perceber alterações no sono.
  • Fique atento a sintomas como tremores, ansiedade e palpitações.
  • Procure orientação profissional se os sintomas persistirem ou houver dúvidas sobre a quantidade adequada.

O objetivo não é necessariamente abandonar o café, mas entender como o organismo reage ao consumo e ajustar o hábito quando necessário.


Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

Presente no Brasil desde 1922, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo integra a Ordem dos Ministros dos Enfermos, fundada por São Camilo de Lellis.

As unidades Pompeia, Santana e Ipiranga oferecem atendimento em mais de 60 especialidades, incluindo procedimentos de alta complexidade em áreas como neurologia, cardiologia, transplantes, cirurgia robótica e bariátrica.

A instituição também mantém centros de oncologia e hematologia, com atendimento em transplante de medula óssea e tratamento com células CAR-T. A rede possui certificação Qmentum Internacional em nível Diamante, além de outras certificações na área da saúde.

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