
Uma operação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com apoio da Vigilância Sanitária municipal, interditou uma clínica clandestina de cirurgia plástica em Porto Alegre. No local, foram encontrados produtos falsificados, substâncias sem identificação e indícios de irregularidades graves nos procedimentos.
Durante a fiscalização, as equipes identificaram um galão contendo líquido semelhante a silicone, sem qualquer tipo de rotulagem, além de diversos produtos utilizados para preenchimento cutâneo com sinais de falsificação.
Entre os materiais apreendidos estavam frascos de 300 mL rotulados como “Linnea Safe Body Hidrogel”, com número de registro na Anvisa. No entanto, após verificação, foi constatado que o produto original possui características diferentes.
Segundo a agência, o verdadeiro Linnea Safe é composto por polimetilmetacrilato (PMMA) e é comercializado apenas em seringas de pequeno volume, entre 1 mL e 5 mL. A existência de embalagens maiores indica adulteração e possível falsificação.
Falta de higiene e risco à saúde
Além das irregularidades nos produtos, a fiscalização encontrou cânulas, próteses de silicone e equipamentos sem comprovação de esterilização. Também foi constatada a presença de lixo biológico descartado de forma inadequada dentro do consultório.
Diante da gravidade da situação, amostras dos materiais foram recolhidas para análise e a polícia foi acionada por indícios de atividade criminosa.
Clínica não tinha autorização
A clínica não possuía licença sanitária nem alvará de funcionamento, o que caracteriza atividade ilegal. A interdição foi imediata para evitar riscos à saúde dos pacientes.
A ação reforça o alerta das autoridades para que a população verifique a regularização de estabelecimentos de saúde antes de realizar procedimentos, especialmente os de caráter estético.







