segunda-feira, abril 27, 2026
InícioSAÚDECanetas emagrecedoras impulsionam debate sobre saúde e estética no Brasil

Canetas emagrecedoras impulsionam debate sobre saúde e estética no Brasil

Medicamentos ganham popularidade, mas exigem acompanhamento médico

Foto: Receita Federal/divulgação

O uso de medicamentos injetáveis para perda de peso, conhecidos como canetas emagrecedoras, é tema da edição desta segunda-feira (27) do programa Caminhos da Reportagem, exibido às 23h na TV Brasil. A atração aborda o crescimento do uso desses produtos no país e os impactos na saúde e na sociedade.

As chamadas canetas emagrecedoras vêm sendo amplamente discutidas em todo o mundo. Introduzidas no Brasil a partir de 2017, essas tecnologias foram desenvolvidas inicialmente para o tratamento de diabetes e obesidade, mas passaram a ser utilizadas também com foco na perda de peso. Especialistas destacam que os medicamentos representam um avanço importante no controle dessas doenças, com efeitos positivos na redução de peso e no risco cardiovascular.

O endocrinologista Neuton Dornelas, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, ressalta que o uso deve ser restrito a pacientes com indicação clínica. Segundo ele, os medicamentos são recomendados para pessoas com obesidade, diabetes ou ambas as condições, sempre com avaliação profissional.

- Continua após o anúncio -

O programa também apresenta relatos de pacientes, como o de Francenobre Costa de Sousa, de 58 anos, que convive com diabetes tipo 2 e enfrenta dificuldades no controle da doença. De acordo com a equipe médica que a acompanha, o uso dos medicamentos injetáveis poderia contribuir para melhorar o quadro clínico e até reduzir a necessidade de insulina.

Apesar dos benefícios, especialistas alertam para desafios no acesso ao tratamento, especialmente na rede pública. A recente queda da patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos conhecidos, pode ampliar a concorrência e reduzir custos, embora a produção ainda seja considerada complexa.

O Ministério da Saúde informou que solicitou prioridade na análise de novos registros junto à Anvisa, visando à produção nacional. No entanto, a incorporação desses medicamentos ao Sistema Único de Saúde foi considerada inviável neste momento devido ao alto impacto financeiro.

Além das questões médicas, o programa também discute os efeitos sociais da popularização dessas substâncias. Pesquisadores apontam que o fenômeno reforça padrões estéticos e pressões relacionadas ao corpo, ampliando o que é chamado de “economia moral da magreza”.

Especialistas reforçam que o tratamento não deve ser feito de forma isolada. Mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática de atividades físicas, são fundamentais para resultados duradouros e para evitar o reganho de peso.

O aumento da demanda também acende um alerta para irregularidades na comercialização dos produtos. A Anvisa, junto a órgãos de segurança e fiscalização, intensificou ações para combater práticas ilegais relacionadas à importação, prescrição e venda desses medicamentos.

As informações são da Agência Brasil.

Publicidade

Notícias relacionadas

SIGA O CLICRDC

147,000SeguidoresCurtir
120,000SeguidoresSeguir
13,000InscritosInscreva-se

Participe do Grupo no Whatsapp do ClicRDC e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp