Alerta: Mortes por Gripe cresceram 24% de janeiro a agosto em Santa Catarina - ClicRDC | Notícias de Chapecó e do mundo

Alerta: Mortes por Gripe cresceram 24% de janeiro a agosto em Santa Catarina

Aumento é estimado com base nos dados da DIVE/SC em relação ao mesmo período de 2019 e 2018

Informações Diário Catarinense

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo o último boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), houve um aumento de mortes por gripe em Santa Catarina. Os dados mostram um aumento proporcional de 24% no último ano. O crescimento foi calculado com base nos dados da Dive/SC apontam o somatório de 46 mortes por influenza no Estado até o dia 23 de agosto de 2019.

Houve uma mudança no tipo de vírus com circulação predominante nestes últimos dois anos, com um crescimento nas ocorrências causadas por Gripe A H1N1, com 38 óbitos nos últimos oito meses. Enquanto isso ao longo de 2018 o valor foi de 35, uma elevação de 8,5%.

A responsável pela vigilância da influenza da Dive/SC, Simone Bittencourt afirmou em entrevista ao Diário Catarinense, que a situação no Estado até o momento está dentro da normalidade e que esse aumento pode ser atribuído a dois fatores.

“A vacinação contra a gripe ficou abaixo de 95% que era o estabelecido pelo Ministério da Saúde em SC chegou apenas 87% e junto disso temos neste inverno uma característica complicada, com picos de calor e frio, o que abala a imunidade da população as deixando mais suscetíveis a doenças e pode inclusive contribuir para que tenhamos ocorrências até setembro” comenta Simone.

Histórico de mortes por influenza nos últimos sete anos:

Histórico de mortes por influenza nos últimos sete anos – Foto: Dive/SC

Por outro lado há uma redução de 85% nos registros de morte por Gripe A H3N2. No ano passado 20 dos 58 falecimentos contabilizados foram por este motivo, já em 2019 temos três confirmados até o momento. Neste período a Influenza B permaneceu com apenas três casos, sendo apenas um neste ano.

Os casos da doença também apontam redução, caindo 12,8% entre janeiro e agosto. Na análise mês a mês, nota-se que apenas nos meses de abril e maio houveram mais casos em 2019 do que em 2018.