Adolescente dá à luz em casa após ser liberada de maternidade em SC - ClicRDC | Notícias de Chapecó e do mundo

Adolescente dá à luz em casa após ser liberada de maternidade em SC

Adolescente dá à luz em casa após ser liberada de maternidade em Florianópolis, SC. — Foto: Reprodução/NSC TV

Informações G1

Uma adolescente de 16 anos deu à luz em casa pouco tempo depois de ter sido liberada da Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis. Maria Gabriela Gonzaga afirma que a equipe médica entendeu que ainda não estava na hora do bebê nascer e que ela não podia ficar internada lá. A unidade hospitalar diz que o atendimento seguiu o protocolo e que não houve erros.

O caso ocorreu no último sábado (6). Gabriela acordou naque dia com muita dor. Achou que estava em trabalho e parto e foi para a maternidade, uma das mais tradicionais da cidade.

“A médica perguntou de quantos em quantos minutos eu estava sentindo contração. Eu disse que de cinco em cinco minutos. Só que aí já veio outra contração atrás, aí ela disse que não era mais de cinco em cinco, era de três. Estava diminuindo, mas era muito forte”, disse Maria Gabriela.

Na maternidade, no fim da manhã, um exame apontou que a Gabriela estava com dois centímetros de dilatação. “Só disseram que eu não podia ficar lá internada”, contou. “Eu fui no banheiro, com muita dor, aí saiu sangue. Eu falei pra médica e ela disse que era normal”, contou.

O casal chegou em casa por volta das 15h e Maria Gabriela continuava com muita dor. Meia hora depois, a criança nasceu. E foi o pai, Roberto Alisson de Barros, quem ajudou no parto da filha, que recebeu o nome de Maria Cecília.

“A gente estava deitado aqui, ela pegou na minha mão e apertou com muita força e falou pra mim: ‘é agora que sua filha vem ao mundo’. Eu falei pra ela, ‘amor, não faz força’, e ela disse ‘eu não estou fazendo força, tem alguma coisa empurrando pra baixo”, disse o pai,

O que diz o hospital?

A diretora técnica da Maternidade considera que não houve erro da equipe que atendeu a adolescente.

“O médico constatou que ela não estava na fase ativa do trabalho de parto. Orientou essa paciente que ela caminhasse por duas horas, depois voltasse pra ser reavaliada. O que consta do prontuário é que não houve essa reavaliação. Quando ela foi chamada pra ser reavaliada, ela não foi encontrada”, disse Lissandra Andujar.

Na chamada fase ativa do trabalho de parto, as contrações acontecem pelo menos três vezes num período de 10 minutos e duram cerca de 40 segundos.

O vice-presidente da Sociedade de Obstetricia e Ginecologia de Santa Catarina, que também trabalha na Maternidade Carmela Dutra, diz que o protocolo seguido não muda muito de uma maternidade pra outra.

“Se ela estava com apenas dois centímetros e apenas duas contrações em dez minutos, nãio configura a fase ativa do trabalho de parto. Essa paciente é orientada a deambular durante uma ou duas horas, vai depender das condições clinicas dela e retornar à emergência obstétrica para ser reavaliado o exame clínico obstétrico”, Ricardo Maia.