
O Programa SC em Libras, iniciativa do Governo de Santa Catarina, ultrapassou a marca de mil atendimentos a pessoas surdas desde o lançamento, em março deste ano. Entre março e setembro, foram registrados 1.019 atendimentos por meio da Central de Libras, que facilita o acesso da comunidade surda aos serviços públicos estaduais.
Somente em setembro, foram realizados 200 atendimentos, que somaram 32 horas e 30 minutos de utilização do serviço. Atualmente, Santa Catarina tem cerca de 88 mil pessoas surdas ou com algum grau de deficiência auditiva.
Lançado oficialmente em 30 de março pelo governador Jorginho Mello, o programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família (SAS). O atendimento está disponível em hospitais estaduais, na Polícia Militar, na Polícia Civil, no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), no Procon e nas secretarias de Assistência Social, Mulher e Família e de Segurança Pública. A proposta é ampliar gradualmente o serviço para outros órgãos estaduais.
Atendimento funciona 24 horas por dia
A Central de Libras funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. A comunicação ocorre por videochamadas, com intérpretes que fazem a tradução simultânea entre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e o português.
Para acessar o serviço, a pessoa surda ou o servidor público pode utilizar QR codes disponibilizados nos equipamentos públicos. Após a conexão, o intérprete intermedeia a conversa em tempo real, permitindo que o cidadão compreenda as orientações e expresse suas necessidades.
Outro diferencial é que a utilização da ferramenta não consome o pacote de dados móveis do usuário.
A secretária de Estado da Assistência Social, Mulher e Família, Adeliana Dal Pont, afirma que a iniciativa busca reduzir as barreiras de comunicação no acesso às políticas públicas e aos serviços oferecidos pelo Governo do Estado.
Um dos usuários do programa, Rogério Rios Demari, relata que já enfrentou dificuldades para se comunicar durante atendimentos hospitalares. Para ele, a ferramenta representa uma mudança importante no acesso aos serviços de saúde.
A diretora de Direitos Humanos da SAS, Sabrina Mores, também destacou os resultados da iniciativa e a ampliação da acessibilidade nos atendimentos públicos.





