
A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), por meio da Polícia Militar Ambiental (PMA), atuou na manhã de terça-feira, 3, em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Santa Catarina (GAECO/MPSC), na deflagração da Operação Aruana.
O objetivo da operação é apreender materiais ligados ao tráfico de animais, à falsificação de documentos e à atuação de uma organização criminosa. A ação busca reunir elementos que comprovem a materialidade dos delitos e identifiquem seus responsáveis, além de verificar possíveis situações de flagrante envolvendo fauna silvestre. A operação é desdobramento de investigação anterior, que apontou indícios do uso de plataformas digitais para negociação e estruturação logística do comércio ilegal de animais.
Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão em cinco estados, sendo 24 em Santa Catarina, além de oito mandados de prisão preventiva no estado. As ordens judiciais foram executadas de forma simultânea, com atuação integrada entre a Polícia Militar Ambiental e o GAECO.
Durante a ação, foram apreendidos 20 celulares, dois computadores (notebook e PC), 73 animais silvestres, quatro animais exóticos, 197 anilhas, duas armadilhas, 72 gaiolas, 13 microchips, 28 seringas utilizadas para inserção de microchips em animais e 15 documentos diversos, incluindo notas fiscais.
Também foram lavrados 11 Autos de Infração Ambiental pela Polícia Militar Ambiental e um pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), totalizando R$ 123.000,00 em autuações administrativas.

Os animais resgatados durante o cumprimento dos mandados receberão atendimento e proteção imediata. A estrutura da operação inclui ainda dois médicos-veterinários disponibilizados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que permanecem de plantão para orientar as equipes em situações que envolvam o manejo de animais.
Em Santa Catarina, a operação foi realizada nos municípios de Barra Velha, Joinville, Jaraguá do Sul, Indaial, Timbó, Balneário Camboriú, Camboriú, Balneário Barra do Sul, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Itapema, Ilhota, Itajaí, Navegantes, Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz. A atuação também ocorreu nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e São Paulo.

Foto: Reprodução PMSC
A Operação Aruana reafirma o compromisso institucional da PMSC com a proteção da fauna silvestre e o enfrentamento qualificado aos crimes ambientais.

Foto: Reprodução PMSC
Operação Aruana
O nome “Aruana” foi escolhido por sua relação direta com o propósito da operação, voltada ao combate ao tráfico de animais silvestres. De origem tupi-guarani, o termo significa “sentinela da natureza”, evocando a ideia de proteção permanente e vigilância sobre o meio ambiente. Derivado de “a’ruã”, que remete à garça, o nome também faz alusão às aves que habitam áreas alagadas e lagos — símbolos da fauna ameaçada pelo comércio ilegal.
Assim, “Aruana” sintetiza o espírito da operação: atuar como guardiã da natureza, preservando a biodiversidade e enfrentando práticas criminosas que colocam em risco a vida silvestre.

Foto: Reprodução PMSC
Por: PMSC







