
Empresários que não aderirem à inteligência artificial podem ficar para trás.
Essa foi a principal mensagem do podcast com a biomédica e doutora Beatriz Bonadiman, fundadora da Gen-Z Educação, referência nacional em IA aplicada aos negócios. Em conversa franca e prática, ela compartilhou como a inteligência artificial saiu dos laboratórios e chegou às mãos dos pequenos e médios empreendedores — não como uma tendência, mas como uma obrigação competitiva.
“Hoje, vivemos a era pós-IA. Não tem mais volta“, afirmou Beatriz. Assim como aconteceu com a internet e o WhatsApp, quem demorar a adotar essa tecnologia nos processos do dia a dia empresarial corre o risco de perder mercado, produtividade e inovação.
Primeiro passo: saber perguntar
A base de tudo está na chamada engenharia de prompt — a habilidade de dar comandos claros e objetivos para obter o melhor das ferramentas de IA.
“Inteligência artificial não é o Google“, explicou Beatriz. Saber fazer perguntas bem estruturadas faz toda a diferença na qualidade das respostas. “Se você pedir um bolo, vai receber o que o outro achar melhor. Mas se pedir um bolo de chocolate, com um quilo e meio, cobertura de brigadeiro e granulado, você recebe o que realmente quer“, exemplificou.
Ferramentas práticas, resultados reais
Desde a automação de respostas no Instagram até a elaboração de contratos e fluxogramas, as possibilidades são quase infinitas. Beatriz destacou que qualquer setor pode se beneficiar com IA, desde que saiba como e onde aplicá-la.
Entre os usos mais comuns estão:
- Criação de conteúdos e imagens para redes sociais;
- Transcrição de reuniões e geração de relatórios;
- Análise completa de dados empresariais;
- Roteiros personalizados para vendas;
- Diagnóstico de concorrência e diferenciação no mercado.
“Hoje já é possível produzir vídeos inteiros com inteligência artificial, criar propostas comerciais personalizadas e até montar rotinas diárias com base no perfil individual do usuário“, destacou.
Casos que inspiram
No podcast, um exemplo chamou atenção: um empresário do setor têxtil, com 120 funcionários, começou a usar o ChatGPT para analisar suas vendas. Após subir planilhas ao sistema, perguntou quais informações faltavam para uma análise completa. A IA solicitou ticket médio, dados por região e desempenho por vendedor — informações que faziam total sentido para quem vive a operação.
“Ele começou a monitorar dados que antes nem acompanhava. Foi um divisor de águas”, relatou Givanildo Silva, entrevistador e professor universitário, que também compartilhou sua própria experiência: com ajuda da IA, criou uma rotina personalizada para aumentar seu desempenho diário — com direito a alongamento pela manhã e caminhada ao final do expediente.
Pequenas empresas, grandes resultados
“Tem empresa que já chama o ChatGPT de ‘funcionário do mês‘”, brincou Beatriz. O custo acessível do plano pago (cerca de R$ 120 mensais) tem democratizado o acesso à tecnologia — especialmente em regiões como o Oeste Catarinense.
A especialista reforça: “Não é a inteligência artificial que vai substituir pessoas, mas sim pessoas que usam IA que vão substituir quem não usa”. O mesmo vale para empresas. Aquelas que incorporam IA ganham competitividade, produtividade e velocidade.
E a transformação já chegou às profissões tradicionais. Segundo ela, áreas como saúde, educação e direito terão grandes oportunidades — desde que os profissionais saibam utilizar IA com inteligência.
Próximos passos para quem quer sair na frente
Beatriz anuncia, para a próxima semana, uma imersão presencial em inteligência artificial voltada para pequenos e médios empreendedores. O evento acontecerá em Chapecó, com oito horas de atividades práticas, incluindo automações aplicadas diretamente aos negócios.
A proposta é simples: ensinar a usar IA para faturar mais, com segurança e estratégia.
“Vamos sair do básico do ChatGPT até as automações mais avançadas. Quem participar, vai aplicar na hora no seu próprio negócio”, garantiu.
Se você ainda está fora dessa revolução, talvez o tempo esteja contra você. Afinal, como conclui Beatriz:
“Cada dia de atraso custa caro. E quem aprender primeiro, ganha mais espaço no mercado.”
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