
O Banco Central homologou, no último dia 12 de maio, a nova composição do Conselho de Administração da Sicredi Região da Produção. O Colegiado, liderado pela presidente, Catiane Longhi Menin, e pelo vice-presidente, Saul João Rovadoscki, contará com os seguintes conselheiros: Daniel Ribeiro dos Santos (Xaxim/SC), Evandro Pedro Bernardi (Ronda Alta/RS), Leonardo Portolan (Sarandi/RS), Maieri Stivanin (Rondinha/RS), Solani Cristina Gobbi Menegazzo (Constantina/RS), Jeferson Luiz Piccoli (Xanxerê/SC), Luiz Carlos Travi (Chapecó/SC), Rodrigo Gasparini (Nonoai/RS) e Valéria Regina Amaral Torres Reis (Sete Lagoas/MG).
A eleição do novo Conselho ocorreu durante Assembleia Geral Ordinária, realizada em 14 de abril. Para marcar o novo momento de liderança da Cooperativa, a presidente compartilha sua trajetória, visão e perspectivas para o futuro da Sicredi Região da Produção na entrevista a seguir.
Quem é Catiane Longhi Menin?
Sou natural de Rondinha (RS), filha de Vanderlei José Longhi e Leda Teresa Tristacci Longhi, ambos agricultores. Foram pessoas, cujos valores moldaram minha base pessoal e profissional.
Sou a mais velha de três irmãos e há 25 anos resido em Sarandi (RS) com meu esposo, Francis Menin, e nosso filho, João Henrique.
Trago desde cedo uma percepção muito clara do meu papel na sociedade e na comunidade: a forte atuação social e comunitária. Participo de entidades, como Rotary Clube de Sarandi, APAE, Grupo de Liturgia Comunitária e NUME – Núcleo de Mulheres Empreendedoras, que contribui para o desenvolvimento de lideranças femininas e a troca constante de experiências.
Como iniciou sua trajetória no Sicredi e quais suas principais contribuições para o cooperativismo?
Minha trajetória no Sicredi iniciou há 18 anos, com apoio em recrutamento e seleção e apoio à área contábil e administrativa. Ao longo do tempo, assumi responsabilidades em diferentes frentes estratégicas da cooperativa, sempre encarando como oportunidades de crescimento pessoal e também profissional.
Atuei em áreas como crédito, operações, planejamento estratégico, inovação e compliance, consolidando uma visão integrada do negócio.
Um marco relevante na minha trajetória foi a atuação na Diretoria de Operações, cargo que ocupei por 11 anos e estava até o momento. Foi nessa função que contribuí diretamente para a evolução dos processos, ganho de eficiência e crescimento sustentável da cooperativa.
Quais foram os principais resultados à frente da Diretoria de Operações?
Destaco como marco estratégico a expansão da cooperativa para o estado de Minas Gerais, um movimento que exigiu planejamento, adaptação regulatória e fortalecimento das equipes, preservando a essência do cooperativismo. Esse período também foi marcado por crescimento consistente para a Cooperativa. A base de associados cresceu de 77,6 mil, em 2022, para 132,4 mil, em 2026, representando um aumento de 70,5%. No mesmo período, os recursos administrados evoluíram de R$ 4,6 bilhões para R$ 8,1 bilhões, um crescimento de 76%.
Quais desafios contribuíram para o seu desenvolvimento como líder?
Os principais desafios estiveram relacionados à condução do crescimento com equilíbrio entre resultados, segurança e valorização das pessoas.
Em momentos de mudança e expansão, reforcei o que sempre entendi como adequado: que liderar exige escuta, sensibilidade e construção coletiva. A liderança, para mim, está menos em respostas prontas e mais na capacidade de criar ambientes de confiança, onde as melhores soluções emergem de forma colaborativa.
Como sua visão integrada contribui para decisão de estar à frente do Conselho de Administração?
Minha trajetória me proporcionou uma visão ampla do negócio. Entendo que operações vão além de processos e números, envolvem pessoas, inovação e sustentabilidade.
Essa compreensão sistêmica permite decisões mais consistentes, alinhadas ao crescimento sustentável e à preservação dos princípios cooperativistas, que são voltados a atender as necessidades dos associados
O que mais a motiva no cooperativismo?
O que mais me motiva é o propósito. O cooperativismo coloca as pessoas no centro e promove desenvolvimento real nas comunidades. Aprendi isso em casa, com meus pais, e vejo esse valor muito presente dentro do Sicredi.
Temos um modelo de negócio que distribui resultados, fortalece vínculos e cria impacto positivo. Poder contribuir com isso, de forma colaborativa e transparente, é o que verdadeiramente me inspira.
Como foi ser eleita presidente da cooperativa?
Recebo essa eleição com senso profundo de responsabilidade. É o reconhecimento de uma trajetória construída de forma coletiva e consistente.
Assumir a presidência significa representar decisões, pessoas e valores que impactam diretamente associados, colaboradores e comunidades. Meu papel é dar sequência a um legado, construído com valores e bases sólidas.
Quais são seus objetivos como presidente do Conselho de Administração da cooperativa?
Meu compromisso à frente da presidência é conduzir a cooperativa com equilíbrio, proximidade e uma visão clara de futuro, mantendo sempre os associados no centro das decisões. Nesse sentido, as prioridades estão direcionadas ao fortalecimento do crescimento sustentável, à manutenção da solidez financeira e da eficiência operacional, ao desenvolvimento de pessoas e lideranças, à ampliação da presença regional e ao avanço contínuo em inovação e transformação digital, sempre mantendo a proximidade e o atendimento humano, simples e próximo aos associados. Trata-se de uma agenda que busca garantir consistência nos resultados e, ao mesmo tempo, gerar valor duradouro para os associados e para as comunidades onde atuamos.




