
O ex-presidente Jair Bolsonaro convocou seus apoiadores para uma grande manifestação nacional contra o governo Lula, marcada para o dia 16 de março. Em um vídeo divulgado nesta segunda-feira (17), Bolsonaro afirmou que participará do ato no Rio de Janeiro, mais precisamente em Copacabana, ao lado do pastor Silas Malafaia e de outras lideranças da oposição.
O evento está sendo organizado em diversas capitais do país, com pautas como liberdade de expressão, segurança pública, custo de vida, “Fora Lula 2026” e “Anistia já” para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo Bolsonaro, o movimento será pacífico, mas representará um recado claro ao atual governo.
Um chamado à militância e a expectativa de um evento grandioso
Bolsonaro orientou seus seguidores a se organizarem em seus estados e buscarem informações com os organizadores locais. A manifestação contará com a presença de políticos de peso da direita brasileira, como os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carla Zambelli (PL-SP), que já aderiram à convocação e reforçaram a importância do ato.
Nikolas Ferreira declarou que o governo vem perdendo apoio popular e sugeriu que esse protesto pode ser o início do fim da gestão Lula. Já Carla Zambelli destacou a necessidade de respeitar a Constituição e lutar por um Brasil mais justo.
Cenário político e embate judicial no horizonte
A convocação ocorre em um momento delicado para Bolsonaro, que enfrenta a possibilidade de ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado. Mesmo sob esse risco, ele se mantém ativo na mobilização de sua base e aposta que a manifestação será uma demonstração de força e resistência.
O ato não é unânime dentro da oposição. Enquanto Bolsonaro pede mobilização pelo “Fora Lula 2026”, mirando as próximas eleições, outros grupos defendem um impeachment imediato. O pastor Silas Malafaia, um dos principais aliados do ex-presidente, tem insistido que o foco principal deve ser a anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro.
Repercussão internacional e a polêmica com Elon Musk
A mobilização chamou atenção até no cenário internacional. O empresário Elon Musk, dono da plataforma X (antigo Twitter), compartilhou postagens sobre os atos e demonstrou surpresa com a proporção das manifestações.
A atitude de Musk irritou a base governista. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, acusou o bilionário de interferir na política brasileira e de utilizar sua rede social para impulsionar atos bolsonaristas.
A expectativa para o dia 16 de março
Com a polarização política ainda latente, as manifestações prometem ser um marco no embate entre governo e oposição. No Rio de Janeiro, o protesto deverá reunir milhares de pessoas em Copacabana, enquanto em São Paulo, o ponto de encontro será na Avenida Paulista.
Bolsonaro e seus aliados apostam que esse será um dos maiores atos da oposição desde as eleições de 2022. A mobilização pode não apenas pressionar o governo, mas também fortalecer a imagem do ex-presidente entre seus apoiadores. O dia 16 de março promete ser decisivo para os rumos políticos do Brasil.