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Ministro da Educação diz na Câmara que corte de recursos é culpa de Dilma e Temer

Abraham Weintraub falou no Plenário da Câmara

Informações Diário Catarinense

O ministro da Educação, Abraham Weintraub
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Nesta quarta-feira (15), o ministro da Educação, Abraham Weintraub falou no Plenário da Câmara dos Deputados em Brasília, sobre o corte de recursos na educação. O Ministro colocou a culpa nos governos anteriores pelo corte de orçamento na área, que atinge R$ 7,4 bilhões neste ano.

Questionado pelo deputado Orlando Silva (PC do B), Weintraub disse que o atual governo não pode ser responsabilizado pelo cenário atual da educação.

“A evolução que a educação teve nos últimos anos no Brasil não tem nada a ver com o atual governo. Porque não foi evolução, foi involução. Nós não somos responsáveis pelo contingenciamento atual, o orçamento atual foi feito pelo governo eleito de Dilma Rousseff e (Michel) Temer, que era vice. Não somos responsáveis pelo desastre da educação, não votamos neles.”, disse o ministro.

Weintraub repetiu a mesma exposição que já havia feito na semana passada no Senado, em que detalha metas do Plano Nacional de Educação (PNE), mas não traz informações sobre os planos do governo para a área.

A equipe econômica determinou um contingenciamento geral de R$ 30 bilhões. A divisão por cada área foi decidida pelo ministério da Economia. Só nas universidades federais, o corte foi de R$ 2 bilhões, o que representa 30% dos recursos discricionários.

Na fala inicial, o ministro manteve o discurso crítico às universidades, ele diz que elas não podem continuar como “torres de marfim” e que precisam conversar mais com a sociedade.

“Não estou querendo diminuir o ensino superior. O que quero é cumprir o plano de governo que é dar prioridade para a educação básica” afirmou Weintraub.