
A disputa pelo Governo de Santa Catarina em 2026 pode ter três candidatos vindos da região Oeste, um cenário inédito na história eleitoral do Estado. Além do atual governador Jorginho Mello (PL), que buscará a reeleição; e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que trabalham suas pré-candidaturas; o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merisio (SD), natural de Xanxerê, é pré-candidato ao Governo do Estado e articula sua viabilidade.
Segundo informações publicadas pelo portal ND Mais e pela Rádio Princesa de Xanxerê, Merísio deve formalizar a candidatura pelo PSB, partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ou pelo Solidariedade, sigla à qual é atualmente filiado. A movimentação faz parte de uma estratégia para consolidar uma chapa de esquerda que não tenha o PT como cabeça de chapa, atraindo o eleitorado de centro-esquerda, mais moderado.
Dentro desse arranjo político, o PT trabalha com o nome do presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, para disputar uma vaga ao Senado, onde vem obtendo um desempenho rasuável nas pesquisa, inclusive melhores do que nas sondagens de seu nome para a disputa ao Governo do Estado. Ainda conforme a reportagem da ND, a avaliação interna é de que o capital eleitoral de Décio, que alcançou quase 30% dos votos no 2º turno da eleição ao Governo de SC em 2022, fortalece o projeto e amplia a competitividade da chapa.
Merisio entra novamente no cenário eleitoral oito anos depois da experiência de 2018, onde venceu o 1º turno das eleições ao Governo de Santa Catarina com mais de 1,1 milhão de votos. Apesar da derrota no 2º turno para Carlos Moisés (REP), o desempenho segue sendo tratado por aliados como um indicativo de competitividade real na corrida pelo comando do Estado.
A presença de um nome de Xanxerê na disputa reforça a representatividade do Oeste catarinense em uma eleição que tradicionalmente concentra lideranças de outras regiões, mas levanta dúvidas sobre a alternativa: os nomes de Paulo Eccel e Fabiano da Luz, ambos do PT, giram em torno dos 6% a 8% dos votos válidos nas pesquisas Neokemp ao Governo do Estado, valores que precisariam ser amplamente superados por Merísio nas próximas sondagens para garantir viabilidade à uma candidatura majoritária.







