Arestide Fidelis renuncia a presidência da Câmara; vídeo

O anúncio foi feito nesta terça (30)

(Foto: Willian Ricardo/ClicRDC)

Há 1 dia antes de completar 5 anos do acidente, que aconteceu no dia 1º de maio de 2014, o vereador Arestide Fidelis (PSB) renunciou o cargo de presidente da Câmara de Vereadores de Chapecó nesta terça-feira (30).  Ele havia retornado as atividades nesta segunda-feira (29), depois que recebeu um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e deixou o Complexo Prisional.

O vereador Ildo Antonini (DEM), que era vice, assume a presidência. Na segunda-feira (6), acontecerá uma nova eleição para escolher o novo vice-presidente da Câmara. Apesar da renúncia do cargo, Arestide afirmou que irá dar continuidade ao seu mandato. “A instituição está acima de tudo e de todos. Nós estamos vereadores. Portanto, irei dar sequência ao meu mandato como vereador, com toda a tranquilidade e procurando fazer o melhor para a nossa população”, disse Fidelis.

O vereador afirma que foi uma decisão difícil e pessoal, no entanto, entende que foi “o melhor funcionamento da casa e para não pairar dúvidas sobre a população”.

Decisão da justiça

Fidelis foi condenado há oito anos e seis meses de prisão, por tentativa de homicídio e embriaguez ao volante. O julgamento durou mais de 12 horas até a sentença. Ele disse que não concorda com a decisão da Justiça. “Hoje eu estou tomando a minha decisão política e a processual. Meus advogados estão aí para entrar e fazer a defesa nas instâncias superiores. Mesmo a gente não concordando com a condenação, decisão judicial a gente não discute, a gente cumpre”, falou.


Foto: Willian Ricardo/ClicRDC

Defesa

O advogado de defesa, Arthur Losekan, explicou que o habeas corpus que foi concedido pelo STJ garante que ele continue respondendo o processo em liberdade durante os consequentementes encaminhamentos.

Ainda segundo advogado, o prazo para o recurso termina nesta terça-feira (30). “Estamos apresentando as razões, solicitando a absolvição naquele entendimento que não foi crime doloso, e sim, culposo. Isso levaria a uma condenação por lesão corporal”, explicou Losekan.

A defesa afirma que “vai solicitar que seja revista a pena, com o  entendimento que alguns critérios que foram utilizados não são adequados. Além disso, que essa pena mude o regime de fechado para semiaberto, se for o caso”, finalizou o advogado.


Advogado de defesa Artur Losekann