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Policial é atingido por flecha durante protestos

Bombas de gasolina também foram usadas

Por Agência Brasil

Foto: Reuters/Athit Perawongmetha

Neste domingo (17), um novo protesto que tomou as ruas de Hong Kong acabou em violência. A polícia disparou gás lacrimogêneo contra manifestantes na Universidade Politécnica de Hong Kong, que revidaram com bombas de gasolina e flechas. Os confrontos explodiram durante a noite e continuaram pela manhã. As manifestações acontecem no momento em que a oposição parlamentar critica as Forças Armadas chinesas que no sábado (16) retirou escombros das ruas.

Um policial foi atingido na perna por uma flecha, informou a polícia em comunicado à Reuters. Ele estava consciente e foi enviado a um hospital.

Um grande grupo de pessoas voltou a tentar limpar uma estrada cheia de escombros perto do campus da instituição neste domingo, mas foi advertido pelos manifestantes de que devia se afastar.

A polícia chegou a algumas centenas de metros e disparou várias granadas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que se abrigavam atrás de uma “parede” de guarda-chuvas.

O incidente ocorreu horas depois de intensos confrontos durante a noite desse sábado, em que os dois lados trocaram bombas de gás lacrimogêneo e bombas incendiárias que deixaram focos de incêndio na rua.

Muitos manifestantes entraram para o interior do campus, onde montaram pontos de controle de acesso.

Os manifestantes, que ocuparam vários campus importantes durante a passada semana, recuaram quase por completo, à exceção de um contingente que permanece na Universidade Politécnica.

O mesmo grupo também bloqueia o acesso a um dos três principais túneis rodoviários que ligam a Ilha de Hong Kong ao resto da cidade.

Em outros lugares, trabalhadores e voluntários – incluindo um grupo de soldados chineses que saíram da guarnição – limparam estradas repletas de entulhos no sábado.

Houve incidentes dispersos de manifestantes discutindo e confrontando as pessoas que limpavam as estradas.

Líderes da oposição divulgaram declaração, na qual criticam os militares chineses por se juntarem às operações de limpeza. Os militares têm permissão para ajudar a manter a ordem pública, mas apenas a pedido do governo de Hong Kong.

O governo disse que não havia solicitado a assistência dos militares, descrevendo-a como uma atividade voluntária da comunidade.

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