
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (24) que voltará a aplicar a injeção letal em execuções federais e poderá adotar o fuzilamento como método alternativo para condenados à morte. A decisão foi divulgada pelo Departamento de Justiça e atende a uma ordem do presidente Donald Trump, com o objetivo de ampliar e agilizar a aplicação da pena capital no país.
De acordo com o comunicado oficial, a medida pretende reforçar o combate a crimes considerados extremamente graves e oferecer uma resposta mais rápida às famílias das vítimas. O texto também critica a política anterior do governo do ex-presidente Joe Biden, classificando como “profundamente falha” a revisão que havia suspendido execuções federais.
Nos Estados Unidos, a pena de morte é descentralizada, ou seja, cada estado possui autonomia para definir se adota ou não a prática, além dos métodos utilizados. A injeção letal é um dos procedimentos mais comuns, mas enfrentou restrições recentes devido a disputas judiciais e estudos que apontam possíveis níveis elevados de dor e sofrimento.
Em 2024, o país passou a utilizar a asfixia como alternativa em um caso inédito, o que também gerou críticas de organismos internacionais, incluindo a ONU, que classificaram o método como potencialmente equivalente à tortura.
A possibilidade de adoção do fuzilamento também não é inédita. Em 2025, um condenado foi executado por esse método na Carolina do Sul, em meio à escassez de medicamentos necessários para a aplicação da injeção letal.
Na prática, a nova diretriz federal funciona como referência, já que as execuções continuam sendo majoritariamente conduzidas pelos estados. Ainda assim, a decisão reacende o debate global sobre os limites éticos e legais da pena de morte.





