
O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir Saeid Iravani, afirmou nesta sexta-feira (6) que pelo menos 1.332 civis iranianos morreram desde o início do conflito envolvendo o país, Israel e os Estados Unidos. Segundo ele, milhares de pessoas também ficaram feridas durante os ataques.
Em conversa com jornalistas na sede da ONU, em Nova York, Iravani acusou EUA e Israel de atacarem deliberadamente infraestrutura civil no território iraniano. De acordo com o diplomata, o Irã teria direcionado suas ofensivas apenas contra alvos militares, e não civis — afirmação que é contestada por Washington e Tel Aviv.
Segundo Iravani, o governo iraniano também investiga relatos de ataques que possam ter atingido locais não militares. Ele afirmou que, em alguns casos, os danos podem ter sido consequência de interceptações ou interferências de sistemas de defesa norte-americanos.
“Nossa avaliação inicial indica que alguns desses incidentes podem ter sido resultado de interceptações ou interferências do sistema de defesa dos Estados Unidos, que poderiam ter desviado alvos militares pretendidos”, declarou o embaixador.
Pressão dos Estados Unidos
A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigir a “rendição incondicional” do Irã nesta sexta-feira. Trump também afirmou que o novo líder supremo do país deveria ser “aceitável” para a comunidade internacional, após a morte do aiatolá Ali Khamenei no primeiro dia do conflito.
Em entrevista à agência Reuters na quinta-feira (5), Trump disse que os Estados Unidos deveriam ter voz na escolha da nova liderança iraniana.
Iravani reagiu às declarações classificando-as como uma violação dos princípios de não interferência previstos na Carta das Nações Unidas.
“A seleção da liderança do Irã ocorrerá estritamente de acordo com nossos procedimentos constitucionais e exclusivamente pela vontade do povo iraniano, sem qualquer interferência estrangeira”, afirmou.
Sinais de possível mediação
Horas após os comentários de Trump, o presidente do Irã anunciou que países não identificados iniciaram esforços de mediação, indicando uma possível tentativa diplomática para encerrar o conflito.
Enquanto isso, duas autoridades norte-americanas informaram à Reuters que investigadores dos EUA avaliam a possibilidade de que forças norte-americanas tenham sido responsáveis por um ataque a uma escola de meninas no Irã, ocorrido no último sábado (28), que matou dezenas de crianças. A investigação, no entanto, ainda não chegou a uma conclusão definitiva.
O conflito continua elevando a tensão internacional e ampliando a pressão por uma solução diplomática que interrompa os ataques e reduza o número de vítimas civis. Com informações do portal Agência Brasil.






