terça-feira, julho 14, 2026
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Surto de parasita que provoca diarreia intensa infecta mais de 2.8 mil pessoas nos EUA

Autoridades investigam a origem da contaminação e apontam alface e outras folhas verdes consumidas cruas como principais suspeitas.

Foto: CDC via AP

⚡ Em Resumo:

  • O que é: Um surto de ciclosporíase infectou mais de 2,8 mil pessoas nos Estados Unidos. A doença é causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis.
  • Números/Dados: São mais de 2.800 casos, 86 hospitalizações, 31 estados com registros e nenhuma morte confirmada.
  • Onde: O maior número de casos foi registrado em Michigan, seguido por Ohio. A investigação abrange diversos estados norte-americanos.
  • Quem afeta: Consumidores de verduras e hortaliças cruas, especialmente folhas verdes utilizadas em saladas.

Mais de 2,8 mil pessoas foram diagnosticadas com ciclosporíase nos Estados Unidos, em um dos maiores surtos da doença já registrados no país. A infecção é causada pelo protozoário Cyclospora cayetanensis, que atinge o intestino e pode provocar diarreia aquosa intensa, descrita pelas autoridades de saúde norte-americanas como “explosiva” em alguns casos.

As investigações apontam que alfaces e outras folhas verdes consumidas cruas podem estar relacionadas ao aumento das infecções, embora a origem exata da contaminação ainda não tenha sido confirmada.

O que é a ciclosporíase?

A ciclosporíase é uma infecção intestinal provocada pelo protozoário Cyclospora cayetanensis. A transmissão ocorre principalmente pela ingestão de alimentos ou água contaminados.

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Entre os principais sintomas estão diarreia intensa, cólicas abdominais, náuseas, perda de apetite, fadiga, mal-estar e perda de peso.

Sem tratamento, a doença pode persistir por semanas ou até meses, alternando períodos de melhora e piora. O tratamento normalmente é feito com antibióticos.

Quantos casos já foram registrados?

Segundo as autoridades de saúde dos Estados Unidos, mais de 2.800 pessoas foram infectadas.

Desse total, 2.640 casos ocorreram em Michigan e outros 177 em Ohio. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) também contabiliza casos distribuídos por 31 estados.

Pelo menos 86 pessoas precisaram de internação hospitalar, mas nenhuma morte foi registrada até o momento.

Por que a alface é considerada a principal suspeita?

As primeiras análises da investigação indicam que alfaces e outras folhas utilizadas em saladas podem estar relacionadas ao surto.

No entanto, as autoridades destacam que ainda não foi identificado um tipo específico de hortaliça, um produtor ou fornecedor responsável pela contaminação.

A investigação continua para determinar a origem exata do parasita.

Por que é difícil descobrir a origem do surto?

A identificação da fonte de contaminação é considerada complexa porque os sintomas costumam aparecer cerca de duas semanas após a infecção.

Esse intervalo dificulta que os pacientes se lembrem exatamente dos alimentos consumidos.

Além disso, o Cyclospora cayetanensis não pode ser cultivado em laboratório, o que limita as análises dos alimentos suspeitos. Um mesmo lote contaminado também pode abastecer supermercados, restaurantes e outros estabelecimentos ao mesmo tempo, ampliando a disseminação dos casos.

Os casos vêm aumentando nos Estados Unidos?

Especialistas afirmam que a ciclosporíase tem apresentado crescimento na última década.

Segundo pesquisadores, esse aumento está relacionado tanto ao avanço dos métodos de diagnóstico quanto às mudanças climáticas, que podem favorecer a disseminação do parasita.

Nos últimos anos, surtos semelhantes já foram associados ao consumo de framboesas, manjericão, coentro, saladas prontas e outras hortaliças.

Como reduzir o risco de contaminação?

Enquanto a investigação prossegue, as autoridades de saúde recomendam lavar cuidadosamente verduras, ervas frescas, ervilhas-tortas e frutas antes do consumo.

Também orientam dar preferência à compra de pés inteiros de alface, descartando as folhas externas e higienizando bem o restante em água corrente.

As autoridades alertam, porém, que a lavagem reduz o risco de infecção, mas não elimina completamente a possibilidade de contaminação. Pessoas com diarreia persistente devem procurar atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequado.

Com informações do portal G1

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