
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (28) que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto durante ataques conjuntos realizados por forças americanas e israelenses contra o território iraniano. Segundo Trump, a morte representa “a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país”, e as ofensivas continuarão até que seja alcançada a “paz no Oriente Médio”.
O anúncio foi feito por meio da plataforma Truth Social, onde o presidente afirmou que a ação contou com trabalho integrado de inteligência dos Estados Unidos e de Israel. Trump declarou que não havia possibilidade de fuga para Khamenei ou outros líderes atingidos na operação.
De acordo com o presidente americano, os bombardeios seguirão “pelo tempo que for necessário” para cumprir os objetivos estratégicos definidos por Washington. Ele também afirmou que integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica e das Forças Armadas iranianas estariam buscando imunidade e se recusando a continuar os confrontos.
Em pronunciamento anterior, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia indicado “fortes indícios” da morte do líder iraniano após um ataque surpresa contra um complexo em Teerã. Segundo ele, comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades ligadas ao programa nuclear iraniano também foram mortos. Netanyahu declarou que a operação continuará e que milhares de alvos ainda poderão ser atingidos.
Relatos de testemunhas apontam que, após a divulgação da notícia, moradores de Teerã saíram às janelas e celebraram em algumas regiões da capital iraniana. Vídeos e áudios compartilhados nas redes sociais mostram comemorações durante a noite.
Khamenei liderava o Irã há mais de quatro décadas e exercia influência direta sobre as principais decisões políticas, militares e religiosas do país. Seu governo foi marcado pelo fortalecimento da Guarda Revolucionária e por tensões constantes com potências ocidentais, especialmente em torno do programa nuclear iraniano.
A ofensiva amplia a tensão no Oriente Médio e eleva o risco de novos confrontos na região, enquanto autoridades internacionais acompanham os desdobramentos do conflito.
Fonte: O Globo







