
As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), marcaram avanços históricos na representatividade feminina na política do país. Pelo menos 100 mulheres democratas foram eleitas para a Câmara dos Representantes, enquanto o número de mulheres que ocuparão governos estaduais deve chegar a 17 em 2027, um novo recorde nacional.
Os dados foram divulgados pelo Centro de Mulheres Americanas e Política (CAWP), ligado à Universidade Rutgers, na manhã desta quarta-feira (4). A apuração ainda estava em andamento em algumas disputas, e os números poderiam sofrer alterações.
Na Câmara dos Representantes, ao menos 116 mulheres devem integrar o próximo Congresso, sendo 100 democratas e 16 republicanas. O resultado representa um recorde para a bancada feminina democrata, que até então tinha como maior marca 95 integrantes.
Entre as governadoras, a previsão é de que pelo menos 17 mulheres ocupem o cargo em 2027. O número supera o recorde anterior, de 14. Desse total, 14 são democratas e três republicanas.
Mulheres conquistam cargos inéditos na política dos EUA
O pleito também marcou conquistas históricas para mulheres de diferentes grupos. Deb Haaland foi eleita governadora do Novo México e será a primeira mulher indígena a comandar um estado norte-americano.
No Senado, Peggy Flanagan conquistou uma vaga pelo Minnesota e se tornará a primeira mulher indígena a integrar a Casa.
Na Geórgia, Keisha Lance Bottoms foi eleita governadora e será a primeira mulher negra a ocupar o cargo nos Estados Unidos. Já no Texas, Gina Hinojosa venceu a disputa e será a primeira mulher latina a governar o estado.
Outras vitórias também representam marcos estaduais. Amy Acton foi eleita a primeira mulher governadora de Ohio, enquanto Marsha Blackburn será a primeira mulher a comandar o Tennessee.
Os resultados reforçam a ampliação da presença feminina em cargos de liderança política nos Estados Unidos, embora a representatividade ainda esteja longe de alcançar metade das cadeiras do Congresso.
Os números e marcos históricos foram divulgados pelo Centro de Mulheres Americanas e Política, da Universidade Rutgers, com base nos resultados disponíveis em 4 de novembro.






